Jovens ainda enfrentam dificuldades para entrar no mercado de trabalho

Por Isabela Carvalhal Salgado

O mercado de trabalho atual está cada vez mais competitivo e exigente. Enquanto de um lado existe a necessidade de investir em formação para ser qualificado o bastante em um ambiente que busca profissionais especializados, de outro lado existem jovens perdendo oportunidades por não possuir experiência prévia na área em que desejam atuar. É quando surge o conflito entre teoria e prática (essa dicotomia burra), quando na verdade elas deveriam estar integradas no processo de aprendizagem para que se possa produzir conhecimento.

Existem programas governamentais de incentivo, mas a realidade é que ainda não comportam a demanda, muitas pessoas nem sequer chegam a ter conhecimento dos projetos. Também há iniciativas privadas, como a da empresa Emprego Ligado, que podem ajudar os jovens na hora de preencher uma vaga. Além de divulga-las gratuitamente para quem se cadastra, o site possui um blog que pode ajudar a tirar dúvidas rápidas e orientar os candidatos na hora de escolher a área ou a melhor empresa.

Recentemente o Juizado da Infância e da Juventude de Macapá conseguiu parcerias para realização do Projeto Ação Jovem-Seguro, que beneficia jovens na faixa de 14 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas, ou seja, liberdade assistida, prestação de serviços a comunidade e semiliberdade. Os jovens recebem cursos profissionalizantes gratuitamente através do SENAI e outras empresas parceiras.

Empresários da região estão sendo alertados sobre esses futuros profissionais, que mostram desempenho positivo quando recebem o espaço desejado. Além de um trabalho social, tal iniciativa auxilia a não reincidência dos jovens a práticas ilícitas. A atitude é louvável e serve de exemplo para outros estados e, porque não para iniciativa privada.

O Governo Federal criou o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), incentivando adolescentes divididos por categorias: adolescente, urbano, campo e trabalhador. O programa é destinado a jovens de baixa renda que buscam qualificação profissional. Depois de treinados, são apresentados a empresas associadas ao Programa.

Vem crescendo entre os jovens a procura por cursos técnicos. Tais cursos são alternativas para quem não ingressou na graduação e pretende obter uma formação em menor período de tempo, há ainda casos de jovens que preferem concluir um curso técnico antes de começar a graduação, dessa forma é possível ter uma visão mais clara da área em que se pretende atuar, alguns deles são gratuitos. Submeter-se a esse tipo de ensino, agrega ao estudante capacidades semelhantes às que são desenvolvidas no próprio mercado de trabalho, além de diferenciá-lo (em conhecimento técnico) dos demais.

Infelizmente no Brasil, apenas o ensino fundamental e médio não prepara o jovem para o mundo competitivo do mercado, que segue um padrão mínimo exigido pelas empresas, o que acarreta dificuldades até a idade adulta.

Para os que iniciam a vida acadêmica no ensino superior, a dificuldade que em tese poderia ser diminuída, ainda é agravante. A maioria dos estágios, primeiro passo para o profissionalismo, exigem maior tempo cursado, em média 2 anos.

Existe ainda o perfil de jovens, estes de classe média e classe média alta, que preferem adiar a entrada no mercado, dedicando-se apenas aos estudos. Isso vem fazendo com que a taxa de desemprego caia há mais de uma década. São jovens entre 18 e 24 anos, que são sustentados financeiramente pelos pais enquanto tiverem opções para aumentar a bagagem intelectual e obter vantagem para ocupar os melhores cargos.

Esse quadro nos revela uma competição desigual entre os jovens que pretendem ingressar no mercado de trabalho brasileiro. Enquanto os jovens que pertencem à famílias de classe média podem obter facilmente o padrão de qualificação exigido pelo mercado, os jovens de classes mais baixas e de periferias encontram inúmeras barreiras e dificuldades para que possam se qualificar, e assim ascender socialmente. Continuamos com a história das sociedades, uma história de luta de classes.

Um comentário em “Jovens ainda enfrentam dificuldades para entrar no mercado de trabalho

  • outubro 15, 2015 em 8:55 pm
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    Para quem esta procurando uma vaga no mercado de trabalho e não esta conseguindo, tenho uma ótima dica.
    A FR Promotora uma empresa do Rio de Janeiro cadastra pessoas do Brasil inteiro para divulgar seus serviços e seu sistema de renda extra pela internet!
    Eu mesma trabalho nas minhas horas livres e ganho um bom dinheiro com essa atividade há mais de 2 anos.
    Não precisa de experiência com internet, aprendemos tudo no site como fazer as divulgações.
    Muito bom para quem precisa de uma renda extra para ajudar nas despesas domesticas.
    Quem quiser saber mais acesse o site:
    http://www.frpromotora.com/emiliasandei5000271

    meu e-mail:
    emiliafrpromotora@bol.com.br

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