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Cientistas brasileiros descobrem vírus gigante na Amazônia

Samba Vírus teve genoma sequenciado por pesquisadores da UFMG

O vírus gigante sobrevive em um ecossistema especial. Foto: Reprodução
O vírus gigante sobrevive em um ecossistema especial. Foto: Reprodução

Pesquisadores brasileiros encontraram um vírus gigante nas águas ácidas do Rio Negro, em plena floresta amazônica – uma descoberta que, garantem, abre vastos caminhos no universo dos seres microscópicos. Além das proporções incomuns, o vírus, que recebeu o nome de “Samba”, possui genoma complexo, com genes só encontrados em células e que nenhum vírus de outra espécie codifica. O Samba é o maior genoma de vírus já sequenciado no Brasil.

A descoberta do Samba Vírus não surgiu por acaso. Interessado no tema, o professor Jônatas Abrahão, coordenador do grupo responsável pela pesquisa, organizou em 2011 uma expedição a Manaus, para fazer prospecção de vírus gigantes. Em conjunto com outros cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele publicou a descoberta na revista Virology Journal.

“Estamos provando que os vírus gigantes existem em todos os ambientes – temos coletado amostras em lagoas urbanas e de solos em várias regiões do País”, informou Jônatas. A equipe descobriu ainda outros vírus, como o Niemayer Vírus, encontrado na Lagoa da Pampulha, em frente ao Museu de Artes; e o Cipó Vírus, localizado na Serra do Cipó.

O vírus gigante sobrevive em um ecossistema especial, cuja dinâmica parece garantir uma existência equilibrada e harmônica com a ameba que o abriga e com um tipo pequeno de vírus que o acompanha de perto. Esses vírus menores encontradas no entorno do Samba chamaram a atenção dos pesquisadores, que batizaram as partículas negras como Rio Negro Vírus.

Informações da Universidade Federal de Minas Gerais Terra

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