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Dia Mundial de Controle da Asma alerta para as crises preveníveis

o diagnóstico de asma se faz no acompanhamento do paciente que apresenta crises recorrentes de tosse, falta de ar ou chiado no peito. Foto: Reprodução
o diagnóstico de asma se faz no acompanhamento do paciente que apresenta crises recorrentes de tosse, falta de ar ou chiado no peito. Foto: Reprodução

Cerca de 250 milhões de pessoas sofrem de asma no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Quando mal controladas, as crises podem levar a faltas no trabalho e na escola, a internações e, nos casos mais graves, à morte. A asma é uma inflamação crônica no pulmão que reduz a passagem de ar pelas vias aéreas, causando dificuldade respiratória.

Para o Dia Mundial de Controle da Asma, celebrado em junho, Ademir Lopes Junior, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, explica que a asma é uma doença potencialmente grave, mas o paciente pode levar uma vida normal quando bem orientado sobre o tratamento e a prevenção das crises por um médico de família e da comunidade.

O especialista destaca que o diagnóstico de asma se faz no acompanhamento do paciente que apresenta crises recorrentes de tosse, falta de ar ou chiado no peito.

Ademir Lopes Júnior esclarece, também, que o tratamento envolve o uso de jatos inalatórios, popularmente chamados de bombinhas, para a prevenção e o tratamento das crises e o controle dos desencadeantes ambientais, como ácaros, fungos, tabaco e ar seco. “Um dos principais motivos para o mau controle das crises de asma é o uso incorreto das ‘bombinhas’ e os mitos sobre a doença. Alguns pacientes acreditam que a medicação inalatória vicia; outros, que o uso recorrente pode trazer problemas cardíacos, e muitos usam o spray de forma inadequada e a medicação não chega aos pulmões”, ressalta o médico.

O diretor da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade explica que a asma é uma doença frequente na população, geralmente com outros casos da doença na família. “O profissional adequado para cuidar de um paciente com asma é o médico de família. O tratamento consiste no diagnóstico precoce das crises, na educação sobre os fatores ambientais, no uso correto da medicação e numa relação de confiança que permita ao paciente esclarecer suas dúvidas. Só com o cuidado centrado na pessoa é possível atingir bons resultados no controle da doença”, afirma.

Ademir ressalta que a medicina de família e da comunidade é uma especialidade médica, assim como a cardiologia, a neurologia e a ginecologia. “O médico de família e da comunidade é o especialista em cuidar das pessoas, da família e da comunidade no contexto da atenção primária à saúde. Por isso, o profissional é capaz de resolver pelo menos 85% dos problemas de saúde, manejar sintomas inespecíficos e realizar ações preventivas”, completa.

JmOnline

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