Clube de Cinema exibe documentário para os ouvidos, os olhos e a mente; “À procura de Sugar Man”

A produção de 2012 do diretor sueco, Malik Bendjelloul, é uma tentativa de descobrir o paradeiro de Jesus Sixto Rodriguez, o músico que mobilizou a África do Sul durante o apartheid.

Lívia Almeida

 

cartazclubeDe volta aos sábados quinzenais de sessões, o cineclube Clube de Cinema abre suas portas com um documentário musical intitulado “À procura de Sugar Man”, que nos apresenta a trajetória de Jesus Sixto Rodriguez, conhecido pelo seu estilo musical, o folk e que após um sucesso repentino sumiu, sem deixar qualquer pista sua.

Sob a direção de Malik Bendjelloul, de 2012, “À procura de Sugar Man” é um misto de imagens raras do artista, somadas à entrevistas com amigos, fãs, militantes e pessoas que estiveram presentes na  história do homem que viu seu trabalho se desvalorizar nos Estados Unidos, em 1970, quando lançou dois discos, sem fazer ideia que o mesmo seria um sucesso  na África do Sul, anos depois, quando uma rádio local passou a tocar suas canções.

Comparado à estrelas do rock como Elvis Presley e os Rolling stones, Jesus Sixto, era referência para seus fãs sul-africanos que se identificavam com suas letras carregadas de críticas e utilizadas como hino durante o apartheid, quando a população se viu vítima de uma ordem que lhes tirava direitos legais, devido à sua raça. História que se mistura à de Rodriguez, quando dois fãs africanos decidem saber o paradeiro do ídolo.

Por isso, o ponto de partida para a construção do documentário é a pesquisa junto à pessoas como radialistas, militantes e músicos que lutaram contra o apartheid, revelando que o músico, diferente de sua música era pouco conhecido, o que dava margem para várias suposições sobre Rodriguez, entre elas que ele havia se matado com um tiro na cabeça, que após ter sido preso, morreu enquanto estava no presídio e ainda que teria ateado fogo em si mesmo.

Pensando nisso, o debate que sempre acontece após as sessões do Clube de Cinema, será pautado na força que a música tem para mobilizar as pessoas no que diz respeito aos protestos e demais mobilizações sociais, como ressalta uma das integrantes do cinecube, Jami Gurjão: “A programação vai ser voltada debater a música como ferramenta de transformação social”. E para levantar a discussão o professor do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Nycolas Albuquerque, foi convidado especialmente para esta sessão.

A sessão acontecerá no dia 05 de julho (sábado), gratuitamente, no Espaço Caos – Arte e Cultura, localizado na avenida Procópio Rola, entre as ruas Prof. Tostes e Manoel Eudóxio, próximo ao campus II da Ueap. A partir de agora as sessões têm início às 19h.

Confira o trailer:

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