Embrapa apresenta ao Governo do Amapá a conclusão das pesquisas do Zoneamento Ecológico-Econômico

Na tarde desta segunda-feira, 21, o governador do Amapá, Camilo Capiberibe, recebeu das mãos dos pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapá/AP e PA) a conclusão das pesquisas do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Cerrado amapaense. Com a elaboração dos estudos, os representantes definiram um mapeamento da aptidão agrícola dos solos da região.

Coordenado pela Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), o Grupo de Trabalho do ZEE do Cerrado amapaense é composto pela Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Institutos de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial (Imap), Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa) Instituto Estadual de Florestas (IEF), e com a cooperação técnica de equipes da Embrapa Amapá e Embrapa Amazônia Oriental (Pará).

De acordo com Antonio Cláudio de Carvalho, titular da Setec, os levantamentos foram divididos em várias unidades, sendo que o Iepa e a Embrapa ficaram responsáveis pelo levantamento de solo e relatórios completos da aptidão agrícola dos cerrados.

"Hoje saberemos quanto temos disponível para uso do cerrado amapaense ao agronegócio e também o tipo de solo presente para a execução de uma série de atividades. Então, damos o pontapé inicial de zonear o nosso cerrado para ordenar melhor a sua utilização e, com isso, atrair investidores e empresas para conhecer nossas áreas", defendeu.

O pesquisador Adriano Venturiele, chefe-geral da Embrapa/PA, entregou ao governador os resultados do trabalho "Mapeamento de Solos e Aptidão Agrícola do Cerrado do Amapá". Na ocasião, o pesquisador fez uma breve apresentação dos estudos do ZEE.

"Nas áreas que nós trabalhos, em torno de 700 mil hectares, existe uma diversidade muito grande e uma riqueza de solos incrível, assim obtivemos 176 mil hectares indicados para a produção agrícola (pequeno e grande produtor), 20% para agricultura e agricultura familiar. Todo esse trabalho está sendo entregue ao Governo do Amapá para ter mais um instrumento na composição no Zoneamento Ecológico Econômico do Estado", explicou.

As pesquisas surgiram através de uma solicitação do governador do Amapá, em 2011. O chefe do Executivo destacou a importância dos levantamentos, enfatizando que o cerrado amapaense é considerado um dos melhores do país.

"É com muita satisfação que recebo esse importante estudo do nosso cerrado rico em vários aspectos, e parabenizo toda a equipe que desempenhou um belíssimo trabalho que vai contabilizar grandes frutos para o nosso Estado. Agora vamos publicar e transformar em lei, e depois definir ações para explorar todos os benefícios apresentados", resumiu.

O ZEE do Cerrado do Amapá é um estudo que vai definir a vocação econômica de toda a área do cerrado amapaense. Assim, servirá de instrumento para licenciamentos e investimentos do Governo do Estado, dos produtores, dos órgãos de pesquisas e outros segmentos da cadeia produtiva. Para virar lei, é necessário o Executivo Estadual enviá-lo à Assembleia Legislativa para aprovação.

Produção

Segundo dados da Embrapa Amapá, atualmente se cultivam cerca de 20 mil hectares de arroz, feijão-caupi, milho e soja no cerrado amapaense. As pesquisas visam definir o Zoneamento Ecológico-Econômico para a implementação de instrumentos econômicos e de mercado na execução da política econômica agrícola e ambiental, assim como serve para aperfeiçoar as políticas de inclusão social no campo, estabelecer bases técnicas para ordenação do uso e ocupação do cerrado e estabelecer uma boa relação entre a atividade econômica, uso e conservação dos recursos naturais e as questões sociais.

Com informações da Assessoria de Comunicação da Embrapa Amapá

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