Classes C e D planejam investir em moradia com infraestrutura de qualidade, diz pesquisa

Com um crescimento demográfico anual de 3,45%, Macapá expande empreendimentos imobiliários na área domiciliar.

Diferente de outras capitais do Brasil, Macapá parece estar longe da temida “bolha Imobiliária”. Com estimativa de 369.287 habitantes, segundo último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade registra um crescimento demográfico médio anual de 3,45%. O que justifica a crescente procura por empreendimentos imobiliários na área domiciliar.

“O mercado imobiliário está em expansão no Amapá, mais precisamente em Macapá. O aumento populacional e a falta de infraestrutura na maioria dos bairros, provoca a crescente procura por moradia de qualidade”, explica Juliana Correa, coordenadora de Marketing da Vex Construções.

Novos dados – A recente pesquisa, realizada pela Gestão e Inteligência em Vendas (Eggs), e direcionada ao mercado imobiliário na capital, analisou a opinião de cerca de 1.500 pessoas, que frequentavam locais consideradas de classe C e D. A renda média de salário dos indivíduos foi de R$ 1000,00 a R$ 1500,00. E, de acordo com os resultados, 77% dos entrevistados pretende adquirir imóvel nos 24 meses.

Ainda segundo os dados, 53% das pessoas preferem adquirir casas do que apartamentos (10%). E, ainda 81% externaram a não preferência por condomínios do Programa Federal Minha Casa Minha Vida. “As pessoas estão em busca de qualidade de vida, o que implica em morar bem, com segurança, sistema de esgoto apropriado, perto de estabelecimentos comerciais. E, estão dispostas a fazer um investimento para a aquisição de imóvel com tais características”, acrescenta Juliana.

Sobre o investimento – A pesquisa ainda revela que 40% das pessoas, que participaram do levantamento, estão dispostas a pagar parcelas abaixo de um mil reais e, apenas 31% pagariam entre um mil e três mil reais. “Isso gera demanda para o mercado imobiliário no estado. Queremos atender esse grande público que sonha com uma casa confortável, planejada e construída na medida das necessidades da família”, comenta o diretor comercial de uma construtora no Amapá, Alander Figueiredo.

Oferta X Procura – Em busca de atender o perfil deste público, alguns investimentos têm se desenvolvido na capital. Segundo o Sindicato da Indústria e da Construção Civil no Amapá (Sinduscon/AP), 533 empresas estão registradas em todo o estado. No entanto, quanto as imobiliárias associadas ao Sinduscon, foram encontradas apenas duas, o que reflete um número ainda baixo de empresas que ofertam o serviço imobiliário na capital.

Diante dos dados, a Vex Construções e a Urbanizadora Renda Portuguesa lançaram o Loteamento Terra Nova. O empreendimento está localizado na Zona Norte da cidade, região que 40% dos macapaenses desejam morar, segundo a mesma pesquisa. O Terra Nova oferece lotes urbanizados com direito a água, luz, ruas asfaltadas, tratamento de esgoto e praças arborizadas.

Custo Unitário Básico da Construção Civil (CUB) – Para nortear os preços de construções no ramo, o Sinduscon disponibiliza o CUB, que reflete a variação mensal dos custos de materiais e mão de obra, por meio de metodologia da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Durante mês de julho, o Sindicato disponibilizou o projeto representativo do Custo Unitário Básico da Construção Civil – (CUBm2), para o Amapá no valor de R$ 1.265,24. Esse valor é relacionado ao padrão residencial mais comum no Estado, R1-N, ou seja, residências com até três dormitórios.

Dune Comunicação

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