Educa

Feira de Ciências e Engenharia continua com exposição de trabalho científicos

A II Feira de Ciências e Engenharia do Estado do Amapá (Feceap), que iniciou na terça (23), continua com programação até a sexta-feira, 26. São exposições de trabalhos, palestras, oficinas, mesa redonda, minicurso. O evento oferece atividades para todos os públicos e incentiva à pesquisa no Estado do Amapá.

A Feceap é promovida pelo Governo do Estado do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Educação, e visa promover o desenvolvimento científico, proporcionando a interação entre escola e comunidade, através de projetos que buscam fomentar mudanças sociais positivas.

Ao todo, 150 projetos serão expostos até a quinta-feira, 25, durante a manhã e a tarde. 70 do Estado do Amapá, 40 de outros Estados brasileiros, 10 de outros países (México, Chile, Colômbia e Venezuela) e 40 da parceria Feceap/IFAP, que fazem parte da I Mostra Técnica e Tecnológica do Amapá.

A aluna Iana Dantas veio representar o estado de Rio Grande do Norte. Ela trouxe o projeto "Avaliação do Aquecimento da Água Potável Utilizando Aquecedores Solares de Baixo Custo". A estudante explica que feiras como esta despertam a curiosidade dos alunos e faz com que investigue possíveis soluções para problemas da comunidade, usando recursos que não agridem o meio ambiente. "Trata-se de um sistema de aquecimento que utiliza energia solar que, além de contribuir na preservação ambiental, diminui a exploração de recursos hídricos, porque ajuda a usar menos o gás de cozinha que contribui para a poluição do meio ambiente", concluiu.

Motivados por ver algo novo, pessoas como Karolayne Brandão, vão até a Feira. "Sou muito curiosa, quando soube da programação vim para observar o que os alunos têm de inovador e sei que, com certeza, todos esses projetos contribuirão para o cotidiano de todos", contou.

Pensando na comunidade, os alunos Hildo Ferreira e Renan Neves, da Escola Estadual Júlio Gonçalves da Costa, localizada no distrito de Santa Luzia do Pacuí, fizeram o projeto "Artesanato: fantasia e derivados do Inajá", que visa à geração de renda para os moradores do distrito, por meio da comercialização de produtos artesanais feitos com caroço da fruta inajá. "Queremos promover e valorizar as práticas culturais da nossa comunidade e, com isso, possibilitar a geração de renda para as famílias, pois trabalhamos com uma matéria prima da região. Para esta exposição, trouxemos uma fantasia feita com a reutilização do inajá", explicou.

Muitos professores também prestigiam o evento, e pensando neste profissional que dissemina conhecimento, a coordenação da Feceap convidou Lucas Ferreira para palestra com o tema "O Papel do Professor como Incentivador da Pesquisa". "A palestra tem foco no professor como elemento transformador para estimular e mostrar ao aluno porque é importante o ensino da metodologia científica e fugir do sistema educacional tradicional", explicou o palestrante.

As oficinas "Desafios da Aprendizagem Cognitiva" e "Ciência dos Brinquedos" também são destinadas aos educadores e terminam nesta quinta (25). A professora da Escola Estadual Waldecy Correa Ferreira, Rosiane Rodrigues Pires, participa da oficina Desafio da Aprendizagem Cognitiva, que busca trabalhar com atividades que desenvolvem o cérebro da criança dentro da escola. "A oficina traz metodologia simples com uso de material acessível que posso usar nas minhas aulas, são jogos que o professor pode fazer com seus alunos", contou.

A oficina é ministrada pelo professor Hélio Caloi, que atua na área de Educação Física, no Estado do Paraná. Ele conta que o projeto começou quando percebeu que, nas aulas de atividade física, os alunos participam muito, enquanto que, na sala de aula, a situação era diferente, então pensou em uma metodologia que fizesse o discente gostar da escola e ao mesmo tempo pensar estrategicamente. O educador tinha dificuldades em passar certo conteúdo ao aluno, os objetos usados para fazer os jogos são de sucata durável que não agridem o meio, são tampinhas de garrafa pet, MDF descartado por empresas e madeira. "O professor não pode desistir de ensinar, porque não consegue lidar com alguma situação, este profissional deve ir buscar métodos que sacie a vontade de conhecimento do aluno", disse.

Os jogos inventados por Caloi também contribuem para as aulas de matemática, um exemplo é a dificuldade que a criança tem de aprender a tabuada. Para isso, o professor inventou o Tabuário, que possibilita vários modos do aluno aprender a tabuada. "O educador pode usar a ferramenta brinquedo-jogo não, somente, para o lúdico, mas sim para a aprendizagem", enfatizou.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.