Agência de vigilância era usada como cativeiro no bairro Marabaixo

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Em menos de 24 horas, a Polícia Civil do Amapá desvendou o crime de sequestro ocorrido na noite de segunda-feira, 3, na zona urbana de Macapá. A vítima foi uma garota com 15 anos de idade, filha de um empresário.

De acordo com a polícia, por volta das 20h30, o empresário de prenome Sidney chegava em sua casa, no loteamento Açaí, Zona Norte da capital, acompanhado da esposa e da filha (vítima), quando foi abordado por quatro homens armados usando uniformes de cor preta, semelhante ao da Polícia Civil, com pistola em punho e algemas.

O empresário foi algemando. A garota teve os olhos vendados e foi levada em um veículo Palio com placa do município de Santana, que mais tarde foi constatado que era uma placa falsificada.

As investigações ficaram com os delegados Glemesson Arandes e Celso Pacheco, além dos agentes do Núcleo de Operações e Inteligência (NOI), que trabalharam desde o registro da ocorrência a fim de saber quem eram os acusados.

Um dia após o delito, ou seja, na terça-feira, 4, por volta das 19h40, os agentes descobriram o cativeiro no bairro Marabaixo I. Era uma casa onde funcionava o escritório de uma agência de vigilância noturna. O local foi cercado pela polícia, os acusados presos e a vítima libertada.

De acordo com os delegados, os acusados são: Carlos Augusto Roldão da Conceição, de 24 anos, ex-funcionários do pai da vítima e foi contratato por Aucyr Pinheiro Soares, de 40 anos, que é sócio da empresa e que ganharia R$ 50 mil para sequestrar a jovem; Miguel Ângelo Rodrigues da Silva e o primo dele de prenome Daniel, que também seriam pagos para guardar o cativeiro. Daniel se apresentou espontaneamente nesta quarta-feira, 5, e confirmou sua participação no sequestro.

"Desenvolvemos todas as linhas de investigação, a fim de saber quem eram os responsáveis pelo crime. Trabalhamos dia e noite até descobrir a identidade da quadrilha e prendê-la, fato que ocorreu em poucas horas", disseram os policiais.

De acordo com a polícia, a garota não sofreu nenhum tipo de violência física ou sexual e foi entregue aos seus pais, que foram prestar depoimento.

Ainda segundo a polícia, o mais grave desse episódio foi saber que o sequestro foi articulado por Aucyr, que é sócio do pai da garota, ou seja, ele conhecia a família vítima de sua trama.

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