PGE acusa Camilo Capiberibe de desvio de recursos no Amapá

DENÚNCIA DA PGE:

Denúncias robustas apontam desvio de mais de 60 milhões dos cofres públicos do Amapá. Por meio de uma auditoria realizada em diversas secretarias do Estado, a Procuradoria Geral (PGE) encontrou diversas irregularidades na gestão do ex-governador Camilo Capiberibe. Os atos configuram improbidade administrativa e podem resultar na prisão dos acusados. Neste primeiro momento estão sendo ajuizadas quatro ações civis públicas e em uma delas, os procuradores denunciam uma dívida de mais de 54 milhões junto a 45 instituições financeiras. O valor é referente as parcelas de empréstimos consignados feitos pelos servidores, que tiveram seus nomes negativados por conta do calote da gestão anterior. Tanto o ex-governador Camilo Capiberibe quanto os ex-gestores Juliano Del Castilo do Planejamento, Jucinete Alencar da Receita Estadual e José Alípio Junior do Prodap podem responder por crime de responsabilidade fiscal.

Outra ação é referente ao empréstimo junto à Caixa Econômica Federal para a federalização da CEA. A gestão anterior não efetuou o pagamento da parcela de pouco mais de 29 milhões, o que resultou em juros e multa para a atual administração estadual. O prejuízo foi de 3 milhões de reais. As irregularidades apontadas pela Procuradoria também envolvem superfaturamento e pagamentos feitos sem licitações na Secretaria de Turismo. A suposta ilegalidade ocorreu durante a administração de Richard Madureira. A Procuradoria já solicitou à Justiça os bloqueios bancários e de bens dos acusados.

A PGE também já oficializou ao Ministério Público do Estado todas as denúncias. Com a abertura de um processo criminal e se forem condenados, o ex-governador Camilo Capiberibe e os ex-secretários envolvidos nos supostos crimes, podem até ser presos.

EM NOTA O EX-GOVERNADOR SE DEFENDE

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em relação à coletiva de imprensa feita pela Procuradoria Geral do Estado (Prog), por meio de nota, a assessoria do ex-governador Camilo Capiberibe (PSB) esclarece:

– Trata-se de uma estratégia política para esconder a paralisação de mais de 50 obras públicas na saúde, na educação e na infraestrutura, que estavam em pleno andamento até o final da gestão do ex-governador Camilo Capiberibe;

– É importante lembrar que, durante os quatros anos da gestão do governador Camilo, nenhuma operação da Polícia Federal ocorreu nas repartições públicas estaduais e nenhum secretário do seu governo foi preso;

– O ex-governador Camilo pagou R$ 74 milhões em consignados às instituições bancárias, uma dívida herdada do governo Waldez/Pedro Paulo. Durante o governo do PSB, nenhum servidor foi negativado;

– O ex-governador, que está absolutamente tranquilo, vai aguardar a notificação formal para prestar todos os esclarecimentos necessários, sem fugir pela porta dos fundos como fez o governador Waldez Góes para não responder por seus atos;

– Por fim, é lamentável que o atual governador, que não prestou contas de mais de 120 dias de gestão, esteja utilizando a Procuradoria Geral para atacar adversários políticos.

Com informações do GEA

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