Mais dois corpos são identificados pela polícia após desastre em Minas

Os acessos aos vilarejos de Mariana foram restabelecidos. Não tem mais nenhum isolado. Reprodução TV Globo
Os acessos aos vilarejos de Mariana foram restabelecidos. Não tem mais nenhum isolado. Reprodução TV Globo

A Polícia Civil de Minas Gerais identificou mais dois corpos do desastre da lama em Mariana. Eram funcionários de empresas que prestavam serviço à mineradora Samarco. Oito pessoas ainda são consideradas desaparecidas.

Exames ajudaram a identificar o corpo de Edinaldo Oliveira de Assis, de 40 anos. Ele era operador de escavadeira de uma empresa que prestava serviço para a Samarco. Edinaldo era casado e tinha quatro filhos. O outro corpo identificado nesta sexta-feira (27) é o de Daniel Altamiro de Carvalho, de 53 anos. Ele também trabalhava numa empresa que prestava serviços para a Samarco.
Dois corpos ainda aguardam o reconhecimento. Os acessos aos vilarejos de Mariana foram restabelecidos. Não tem mais nenhum isolado.
Todos os moradores de Paracatu de Baixo conseguiram fugir antes da chegada da lama de rejeitos.  Eles foram avisados depois que o distrito de Bento Rodrigues foi soterrado. Tiveram que sair correndo, deixaram tudo para trás. Só agora podem voltar, aos poucos, para ver se é possível recuperar alguma coisa.
Móveis, eletrodomésticos, carros, motos, tudo revirado na lama. Agostinho foi buscar o que sobrou da casa da mãe dele. Quase nada – até as fotos estão se apagando com a lama.
A Defesa Civil ainda considera as áreas atingidas como de risco.
O presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, prestou depoimento na sexta-feira (27) de manhã na delegacia de meio ambiente, em Belo Horizonte, no inquérito que apura o que provocou o desastre.
“A Samarco sempre teve e continua tendo uma postura transparente em relação ao que nos é solicitado. Continuamos muito mobilizados, tanto em atender as autoridades, como envidando os nossos melhores esforços na busca das ações emergenciais para remediar as situações que estão colocadas”, declarou Ricardo Vescovi.
As donas da mineradora Samarco, Vale e a BHP Billiton, anunciaram nesta sexta-feira (27) a criação de um fundo voluntário pra resgatar e recuperar o Rio Doce e os afluentes dele, que foram afetados pela lama que vazou da barragem da Samarco. As empresas não divulgaram o valor do fundo. Disseram que está sendo definido.
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