Após 20 anos fechado, Bioparque da Amazônia é reaberto em Macapá

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Atuar como espaço inovador de pesquisa, de turismo sustentável e promoção da cidadania. Essa é uma das metas que nortearam a reforma do Parque Zoobotânico Municipal, conhecido agora como Bioparque da Amazônia. Considerado o maior parque em área urbana da Região Norte, após vinte anos fechado, o espaço será reaberto pela Prefeitura de Macapá no dia 25 de outubro e, a partir do dia 26, o público poderá fazer visitas.

Criado em 1973 por Raimundo dos Santos Souza, o “Sacaca”, o parque era inicialmente um espaço para resgatar animais silvestres acidentados durante a construção da estrada que liga Macapá ao porto de Santana. Conhecido na época como Parque Florestal da Cidade, foi das matas do complexo que saíram as mudas e sementes que contribuíram com a arborização do que hoje são as dependências do Instituto Emílio Goeldi, de Belém (PA), e fazem parte também do acervo do Jardim Botânico, do Rio de Janeiro, o mais completo herbário do mundo sobre a Amazônia.

Fotos: Max Renê

Segundo o prefeito de Macapá, Clécio Luís, o Bioparque da Amazônia abrirá após 20 vinte anos fechado. Ele ressalta que a gestão municipal foi construindo condições necessárias para poder reabrir o parque, e significará um momento histórico para o macapaense. “O espaço ficou fechado por duas décadas, e, com grande alegria, iremos devolvê-lo com uma nova identidade à nossa população.  O Bioparque marcará um grande passo para Macapá, rumo a um momento histórico, cercado de grande simbolismo e memórias afetivas de toda uma geração que deseja ansiosamente apresentar o mais novo Bioparque da Amazônia para a geração atual de amapaenses. Uma obra mais que especial para a nossa gestão”, ressalta.

O Parque Zoobotânico Municipal será reaberto e adota o conceito de Bioparque, integrando ecossistemas, animais e pessoas em busca de desenvolvimento sustentável e inovação em pesquisa científica. Para o guarda-parque Nerivan da Silva, que desde 2006 conhece as dependências e há dois anos atua diretamente no Zoobotânico, a reabertura é um acréscimo para a população em diversos aspectos. “A pessoa não vai vir somente ver o parque, aqui dentro tem uma experiência completa em contato com a natureza por meio de trilhas, animais e plantas. É um ambiente completo”.

O Bioparque procura se posicionar como um espaço de promoção da sustentabilidade ambiental, desenvolvimento social e turístico, estabelecendo vínculos com os moradores do entorno, gerando alternativas econômicas sustentáveis como artesanato, guardas-parque e atividades culturais, criando relações harmoniosas entre moradores e floresta.

O complexo agora possui diversas trilhas de diferentes níveis de dificuldade, amplo espaço para piqueniques, orquidário, redário, espaços de interação, meliponário, trilha aquática, tirolesa e o ecótono, que é uma área de transição entre três ecossistemas: a mata de terra firma, o cerrado e a ressaca.

Moisés Dutra, que conheceu o Zoobotânico anteriormente, fala com alegria sobre a espera pelo novo espaço. “É uma conquista para a nossa população. Sempre senti uma tristeza em ver esse espaço fechado, e agora, em breve, poderei voltar aqui com a minha família e conhecer o novo parque”, pontua.

Além da estrutura voltada para atender as visitas orientadas e integradas à conservação ambiental, há calçadas sinalizadas, espaços recreativos acessíveis para usuários com dificuldades de locomoção e crianças. O novo Bioparque será também um espaço para desenvolvimento da ciência, por meio de parcerias com universidades e fundações de pesquisas do Amapá e outros estados.

A reabertura do Bioparque faz parte do projeto Macapá Rumo aos 300 anos, que, por intermédio de um planejamento estratégico, visa desenvolver Macapá em diferentes aspectos, com investimentos em inovação, tecnologia e sustentabilidade.

Jhenni Quaresma

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