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Índios brasileiros se destacam na 1ª edição dos JMPI

jogos indigenas mundiaisOs Jogos Mundiais dos Povos Indígenas serão realizados de 2 em 2 anos. Em 2017, o evento será no Canadá. Enquanto o mundo aguarda os próximos jogos, Luiz de 58 anos, da etnia Karajá Xambiá, no Tocantins, comemora o título de melhor arqueiro indígena do planeta. Ele venceu a tradicional prova de arco e flecha. Praticando o esporte desde criança, por influência do pai. Luiz diz que criou uma estratégia para se dar bem nos jogos. “O alvo que a gente treina é diferente, ele é no ar. Então pra mim foi muito difícil. Mas eu pensei assim, eu vou jogar mais encima pra poder descer bem aí no alvo”, relata.

O campeão mundial de outra modalidade usada pelos índios para caçar é Itaguari Braz da etnia Pataxó. Ele venceu a prova de arremesso de lança. Os guerreiros da etnia Bakairi, do Mato Grosso, confirmaram o favoritismo no cabo de força masculino. Detentores de cinco títulos do campeonato brasileiro, agora os Bakairi são os melhores do mundo no Cabo de Força. No feminino, o título ficou com a etnia Maori, da Nova Zelândia.

O indígena mais veloz é Berlamino Xerente, do Tocantins. que venceu a prova de corrida de 100 metros. E a mulher indígena mais veloz é Carol Pataxó, da Bahia. A etnia Gavião, do Pará, dominou a prova de natação. No feminino, a vencedora é Ancro Cauí. No masculino, Ragré Gavião. Na prova de corrida de fundo, os indígenas estrangeiros levaram a melhor. Raili Emit, do Canadá, ganhou no masculino. E no feminino, a peruana Pilar Chamorro. No Futebol feminino, as campeãs foram as canadenses. E no masculino, os Xerentes. O Panamá ficou com o título na canoagem.

Ainda na edição desta segunda-feira (2/11), saiba que os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas foram o maior evento que Palmas (TO) já recebeu. A reportagem de Lucas Pordeus Leon traz um balaço do evento, que recebeu cerca de 1.700 atletas de 24 etnias brasileiras, fora povos de outros 23 países, que também competiram durantes 10 dias.

A Vila dos Jogos recebeu cerca de 104 mil visitas. Uma média de 13 mil por dia, segundo última atualização do Ministério do Esporte. As etnias conseguiram vender aproximadamente R$ 650,00 em produtos indígenas. Isso sem contar a enorme feira espontânea formada na frente da tenda oficial dos artesanatos com índios sem estar cadastrados para os jogos.

EBC

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