Busca ativa vai mapear agentes culturais e fortalecer o diagnóstico da cultura em comunidades de Laranjal do Jari
Ação realizada pelo Comitê de Cultura do Amapá, em parceria com o agente territorial Dios Furtado, percorre comunidades rurais, quilombolas e ribeirinhas até 8 de novembro para identificar iniciativas, registrar atividades e avaliar os avanços das políticas culturais no Vale do Jari.
Identificar quem faz cultura, quais atividades estão sendo desenvolvidas e como as políticas públicas estão chegando às comunidades mais distantes dos centros urbanos. Esse é o objetivo da busca ativa de agentes culturais que começa nesta quarta-feira (4), em Laranjal do Jari, e segue até o dia 8 de novembro, por meio de uma parceria entre o Comitê de Cultura do Amapá e o agente territorial de cultura da macrorregião do município, Dios Furtado.
A busca ativa é um trabalho de aproximação e identificação de pessoas, grupos, coletivos e iniciativas que desenvolvem atividades culturais em seus territórios. Na prática, significa ir até as comunidades, conversar com quem produz cultura, conhecer suas experiências e registrar essas ações, inclusive aquelas que muitas vezes não aparecem nos cadastros e levantamentos oficiais. A iniciativa também permite compreender as dificuldades de acesso às políticas públicas, aos editais e às oportunidades de fomento cultural.
O roteiro começa pelo Ramal da Floresta Extrativista do Cajari, nesta quarta-feira (6), e segue, na quinta-feira (5), pela comunidade do Açaizal. Até domingo (8), a equipe também visitará a comunidade da Padaria, o Quilombo São José e comunidades ribeirinhas da Beira-Rio de Laranjal do Jari.
Durante as visitas, será realizado o mapeamento e o registro das atividades desenvolvidas pelos agentes culturais da região desde 2023. O levantamento busca compreender as transformações ocorridas no cenário cultural do Vale do Jari a partir da retomada do Ministério da Cultura (MinC), identificando os avanços, o alcance das políticas públicas e as informações que efetivamente estão chegando à população.
Um dos indicadores dessa mudança é a ampliação da Rede Cultura Viva na região. Quando o Ministério da Cultura retomou suas atividades, o Vale do Jari não contava com nenhum Ponto de Cultura reconhecido. Atualmente, já são sete, resultado que demonstra o crescimento da organização e do reconhecimento das iniciativas culturais no território.
O levantamento também pretende reunir informações sobre a participação de agentes culturais em editais com recursos nacionais, atividades e programações estaduais, como a Expofeira, além de verificar registros e cadastros nos sistemas Mapa Cultural do Brasil e SEIIC-AP.
Para o agente territorial Dios Furtado, a iniciativa representa uma oportunidade de conhecer mais de perto a realidade de quem faz cultura nas comunidades e dar visibilidade a experiências que contribuem para a identidade cultural do município..
“Essa busca ativa é importante porque precisamos chegar até onde a cultura acontece, ouvir as pessoas e conhecer de perto o trabalho que elas desenvolvem em suas comunidades. Muitas vezes, existem iniciativas culturais muito importantes que ainda não estão registradas ou não conseguem acessar as políticas públicas. Queremos identificar essas experiências, entender o que avançou desde a retomada do Ministério da Cultura e também perceber o que ainda precisa chegar ao Vale do Jari. É uma forma de dar visibilidade a quem faz cultura e fortalecer essas iniciativas nos próprios territórios.”
Ação vai além de reunir dados, a busca ativa pretende aproximar as políticas culturais da realidade das comunidades, contribuindo para a construção de indicadores sobre o desenvolvimento da cultura no Vale do Jari e para o planejamento de ações que considerem as necessidades de quem produz e movimenta a cultura no interior do Amapá.
Realização: Comitê de Cultura no Amapá e Agente Territorial Dios Furtado, da Macrorregião de Laranjal do Jari.
Fotos: arquivo Dios Furtado

