Monsanto é condenada a pagar multa milionária a vítima de câncer terminal

Vìtima sofre de um linfoma não Hodgkin incurável, que atribui ao fato de ter utilizado repetidamente dois herbicidas durante seu trabalho em uma escola entre 2012 e 2014

Um júri de San Francisco condenou nesta sexta-feira à gigante agroquímica Monsanto a pagar a uma vítima de câncer em fase terminal quase 290 milhões de dólares em danos por não alertar que o glifosato contido em seus herbicidas era cancerígeno.

O grupo considerou que a companhia agiu com “malícia” e que seu herbicida Roundup, assim como sua versão profissional RagenrPro, contribuíram “substancialmente” para a doença terminal do jardineiro californiano Dewayne Johnson. “Recebi muito apoio desde o começo deste caso, muitas orações e energia de pessoas que sequer conheço. Estou contente de poder ajudar em uma causa que vai além de mim. Espero que esta decisão dê ao assunto a atenção que necessita”, disse Johnson aos jornalistas.

A Monsanto afirmou que vai recorrer da decisão. “Sentimos empatia com o senhor Johnson e sua família (…) mas defenderemos vigorosamente este produto com 40 anos de história e que continua sendo vital, efetivo e seguro para agricultores e outros”, declarou a Monsanto. “O juri entendeu tudo errado”, disse o vice-presidente da Monsanto, Scott Partridge.

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