Reserva do Rio Iratapuru avança na proteção ambiental no Amapá
Plano de Proteção é concluído e revisão do Plano de Manejo terá participação de comunidades tradicionais para fortalecer a conservação da floresta.
A Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru, no Amapá, concluiu a elaboração do seu Plano de Proteção e avança na revisão do Plano de Manejo. Os documentos buscam fortalecer a conservação da biodiversidade, a proteção territorial e o uso sustentável dos recursos naturais da unidade de conservação.
O trabalho é coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), com a participação de moradores, representantes de comunidades tradicionais, integrantes do Conselho Gestor e instituições públicas.
Ao longo de 2026, oficinas participativas reuniram informações sobre a realidade das comunidades, identificaram ameaças ao território e discutiram propostas para aprimorar a gestão ambiental da reserva.
Comunidades tradicionais participam das decisões

A construção dos instrumentos de gestão considera os conhecimentos e as experiências das famílias que vivem e trabalham na região. A proposta é aproximar as medidas de conservação das necessidades das comunidades que dependem dos recursos naturais.
Para a moradora Cleiciane Marques, a participação dos extrativistas e monitores ambientais contribui para fortalecer o compromisso coletivo com a preservação da floresta.
“A gente tem muito orgulho de viver e trabalhar na RDS do Rio Iratapuru. Como extrativistas e monitores, sabemos que nosso trabalho ajuda a manter a floresta em pé, proteger a natureza e gerar renda para nossas famílias. Participar da construção do Plano unifica e incentiva ainda mais o engajamento da comunidade”, destacou.
As oficinas também permitiram discutir desafios relacionados à proteção territorial e ao manejo sustentável, considerando as atividades desenvolvidas pelas populações tradicionais.
Planos orientam a conservação da biodiversidade
O Plano de Proteção estabelece estratégias para organizar ações de proteção territorial e conservação ambiental. Já o Plano de Manejo orienta a gestão da unidade de conservação e o uso sustentável dos recursos naturais.
A elaboração dos documentos contou com a articulação entre instituições das áreas ambiental, de segurança pública e de justiça.
Segundo a chefe de Unidade de Conservação e analista de Meio Ambiente Maúria Lopes, a participação das comunidades é necessária para que as decisões considerem as características do território.
“A participação das comunidades é fundamental para que os instrumentos de gestão reflitam a realidade da Reserva e contribuam para proteger o território e conservar a biodiversidade”, afirmou.
A RDS do Rio Iratapuru também integra a Lista Verde, certificação internacional que reconhece áreas protegidas que atendem a padrões de gestão e conservação ambiental.
Revisão do Plano de Manejo terá novas etapas em novembro
Com a conclusão da versão final do Plano de Proteção, o documento deverá ser apresentado ao Conselho Gestor em reunião extraordinária prevista para 5 de novembro, no município de Laranjal do Jari.
Entre os dias 6 e 11 de novembro, representantes das comunidades, conselheiros e instituições envolvidas participarão de uma oficina geral para consolidar as contribuições à revisão do Plano de Manejo.
A previsão é que a versão resultante seja apresentada ao Conselho Gestor até o fim de novembro, conforme o cronograma informado pela Sema.
A atualização dos instrumentos de gestão busca estabelecer diretrizes para a conservação da floresta, a proteção da biodiversidade e a continuidade das atividades sustentáveis desenvolvidas pelas comunidades tradicionais da região.
Foto de capa: Chico Terra
Com informações da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amapá (Sema).

