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Expedição monitora borboletas, aves e mamíferos na Reserva do Rio Iratapuru

Pesquisa reúne técnicos e monitores comunitários para acompanhar espécies da fauna e identificar mudanças na biodiversidade da reserva no Amapá.

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru (RDSI), no Amapá, recebeu a segunda expedição de monitoramento da biodiversidade de 2026. O trabalho de campo envolveu o levantamento de borboletas, aves e mamíferos, com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a fauna e acompanhar possíveis mudanças na composição das espécies ao longo do tempo.

Os resultados preliminares foram apresentados nesta terça-feira (13) pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), responsável pela coordenação da atividade.

A expedição integra o Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora) e dá continuidade aos levantamentos realizados na unidade de conservação. A iniciativa conta com a participação de técnicos ambientais e moradores das comunidades do entorno, além do apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

Armadilhas e caminhadas ajudam a identificar espécies

Durante a pesquisa, foram instaladas 48 armadilhas para o monitoramento de borboletas frugívoras, espécies que se alimentam de frutas e outros materiais de origem vegetal. Os equipamentos foram distribuídos em três trilhas, com 16 armadilhas em cada uma.

O levantamento de mamíferos e aves foi realizado por meio de caminhadas sistemáticas, utilizando o método de transecção linear, que permite registrar a presença de animais em percursos previamente definidos.

Os primeiros dados apontaram registros de diferentes grupos da fauna, incluindo primatas, roedores, ungulados, tatus e aves terrestres.

As informações coletadas contribuem para identificar a ocorrência das espécies nas áreas estudadas e acompanhar possíveis alterações na biodiversidade da reserva.

Participação das comunidades fortalece o monitoramento

Uma das características do trabalho é a presença de monitores comunitários nas atividades de campo. Moradores do entorno da reserva participam das expedições e colaboram com a coleta de informações sobre a fauna local.

Segundo a chefe da unidade de conservação e analista de Meio Ambiente, Maíra Lopes, a continuidade das pesquisas é fundamental para compreender a dinâmica das espécies.

“Cada expedição dá continuidade a um trabalho que precisa ser realizado de forma sistemática. Quando repetimos as coletas nas mesmas estações amostrais, conseguimos comparar os registros e compreender melhor a ocorrência das espécies na reserva”, explicou.

A analista também destacou que a participação dos moradores contribui para aproximar as ações de conservação das comunidades que mantêm relação direta com o território.

Dados ajudam a acompanhar mudanças na biodiversidade

O monitoramento contínuo permite comparar informações obtidas em diferentes períodos, formando uma base de dados sobre a fauna da Reserva do Rio Iratapuru.

Com a repetição das pesquisas nas mesmas áreas, os pesquisadores podem identificar alterações na ocorrência e na composição das espécies, além de produzir informações que auxiliem na gestão ambiental da unidade de conservação.

Esse acompanhamento é especialmente importante em áreas protegidas da Amazônia, onde o conhecimento sobre a distribuição dos animais contribui para o planejamento de medidas de conservação.

Nova expedição está prevista para novembro

A próxima etapa do monitoramento está programada para ocorrer entre 18 de novembro e 5 de dezembro de 2026, com uma nova coleta de dados sobre mamíferos e aves.

A campanha deverá concluir o quinto ano de acompanhamento nas três estações amostrais da reserva, ampliando a série histórica de informações sobre a biodiversidade da região.

De acordo com a secretária de Estado do Meio Ambiente, Taísa Mendonça, o acompanhamento de longo prazo permite identificar mudanças ambientais e reunir dados para orientar decisões relacionadas à conservação.

A expectativa é que os levantamentos contribuam para aprimorar o conhecimento científico sobre a fauna do Rio Iratapuru e subsidiar futuras estratégias de proteção da unidade de conservação.

Com informações da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

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