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Rio Branco tem segurança reforçada após ataques contra ônibus no fim de semana

Segundo secretário de segurança do estado, incêndios contra ônibus foram provocados em reação à instalação de bloqueadores de celular nos presídios

A capital do Acre, Rio Branco, está com segurança reforçada depois de incêndios criminosos contra ônibus terem ocorrido no último domingo (6). Pelo menos quatro veículos coletivos foram destruídos completamente na madrugada do sábado para ontem.

Para evitar novas ocorrências, a segurança de Rio Branco foi reforçada. Neste domingo, 29 pessoas foram presas por participação nos ataques aos ônibus, e 23 líderes de facções criminosas foram colocados em isolamento ontem, dia de visitas nos presídios.

Outras três tentativas de incêndio a veículos foram realizadas na madrugada desta segunda-feira (7) em cidades do interior do estado, mas as ações foram impedidas pela polícia. Por causa das ocorrências, a circulação de ônibus ficou reduzida em toda a Rio Branco durante o fim de semana, mas, segundo as autoridades, toda a frota está transitando normalmente nesta segunda-feira.

De acordo com o Secretário de Segurança Pública do Acre, Emylson Farias, os ataques realizados nos últimos dias foram uma reação dos criminosos à instalação de bloqueadores de celular nas unidades prisionais da capital do estado, há cerca de um mês.

“Esse evento ocorreu em razão, obviamente, da instalação de bloqueadores de celulares. Nós, de maneira nenhuma, vamos reduzir a intensidade dos bloqueadores. Pelo contrário, pretendemos aumentar”, afirmou o secretário.

Os bloqueadores criam um campo magnético em torno do presídio, o que acaba impedindo qualquer tipo de comunicação via celular. Ainda segundo Farias, esta é a medida mais dura já adotada pelo estado contra o crime organizado nos últimos dez anos.

Com a ação, os presidiários ficam impedidos de usarem celulares para fazer contatos via SMS, Whatsapp ou qualquer outro tipo de aplicativo, muito menos conseguem fazer ligações para outros aparelhos externos ao prédio. “Isso [presídio] pra nós é o escritório do crime. É de onde partem as principais ordens de execução, roubo, furto, para os demais delitos que ocorrem tanto no estado do Acre quanto no estado brasileiro”, disse.

O Acre tem em torno de 5,5 mil detentos e 80% da população carcerária do estado está dividida em dois presídios na capital Rio Branco.

Fonte: Último Segundo – iG
*As informações são da Agência Brasil

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