Operação Mute apreende celulares e drogas em unidade prisional do Amapá
Ação da Polícia Penal ocorreu nesta terça-feira (22) e integra mobilização nacional contra a comunicação do crime organizado nos presídios
A Polícia Penal do Amapá realizou, nesta terça-feira (22), uma revista na Colônia Penal (COP), em Macapá, como parte da 13ª fase da Operação Mute. A mobilização ocorre simultaneamente em unidades prisionais de diferentes estados brasileiros e tem como objetivo identificar e retirar aparelhos e outros materiais utilizados para comunicação ilícita dentro dos presídios.
Na unidade amapaense, que recebe internos do regime semiaberto, foram encontrados 24 celulares, chips de operadoras, 21 carregadores, dois fones de ouvido e um carregador de smartwatch.
Também foram apreendidos materiais relacionados a drogas e outros objetos, entre eles 303 papelotes, 42 porções e 34 comprimidos, além de uma balança de precisão, quatro facas e um martelo artesanal.
A ação resultou ainda na apreensão de 12 pacotes de fumo, 12 isqueiros, dois frascos de perfume e dois frascos de pimenta.
Revista contou com equipes especializadas

As buscas foram coordenadas pela Gerência de Inteligência do Governo do Amapá e tiveram apoio do Grupo Tático Prisional (GTP), de equipes de plantão e do Canil do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).
Segundo o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), a operação busca localizar celulares e outros materiais ilícitos que possam estar escondidos nas dependências da unidade.
O diretor-presidente do Iapen, Emerson Silva, informou que a presença dos materiais apreendidos está relacionada às condições temporárias provocadas pelas obras de reestruturação da Colônia Penal. Segundo ele, a instituição descarta a hipótese de envolvimento ou facilitação por parte de servidores.
Comunicação dentro dos presídios
A Operação Mute é voltada ao bloqueio da comunicação utilizada por integrantes de organizações criminosas a partir do interior das unidades prisionais.
A retirada de celulares das penitenciárias é tratada pelas forças de segurança como uma medida para dificultar o contato de detentos com pessoas que estão fora dos presídios e, consequentemente, possíveis articulações de atividades criminosas.
No Amapá, a operação faz parte de uma ação integrada envolvendo diferentes setores da segurança pública.

