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Movimento Slow Food Brasil destaca riqueza cultural da comida amazônica

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Cultura alimentar amazônica pibmirim-socioambiental-org/cc

A integrante do movimento Slow Food Brasil, Tainá Marajoara, participou de entrevista ao programa Natureza Viva sobre a diversidade alimentar da região Amazônica.

Segundo a especialista, a mídia e a sociedade urbana tende a reforçar o discurso de que seus hábitos culturais são superiores aos povos tradicionais das flores. Para Tainá, tal visão é reforçada inclusive dentro das universidades. “É preciso focar no olhar da própria floresta”. Enquanto os ensinamentos de teóricos como Lévi-Strauss diziam que os indígenas não sabiam cozinhar por não utilizarem temperos, ela destaca que há erros conceituais nessa visão.

Na verdade, esses ensinamentos são replicados até hoje nas universidades que estudam gastronomia e insistem em continuar com os ensinamentos com o teórico Lévi-Strauss. Ela explica que  ele foi “um estudioso  do seu tempo que esteve na Amazônia com o olhar dele sobre nós.

Não com o olhar do amazônida sobre a própria floresta. Ele escreveu sobre a alimentação dos povos indígenas e disse que a alimentação não tinha tempero, técnica e que não sabíamos cozinhar e deveríamos aprender com os europeus. Principalmente usar açúcar e sal porque a nossa comida não tinha gosto”.

“Nós nunca precisamos de sal e nem açúcar. O açaí nunca precisou de açúcar. Nós sempre tivemos o nosso próprio açúcar, nós sempre produzimos o nosso próprio sal, nós sempre tivemos os nossos óleos para fazer nossas frituras”, ressalta Tainá.

Suas origens: Tainá conta que vem do povo Marajoara, considerado como povo extintos desde o movimento da cabanagem, pois considera ainda possuir vivos ritos dos Marajoaras dentro de sua casa: a cura, a alimentação e algumas palavras ensinadas por sua avó.

EBC

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