Peemedebistas negam pressão contra Cunha após caso Delcídio

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Geddel (ao centro) e Lúcio Vieira Lima (à direita) analisam a situação do PMDB. Foto: Lúcio Távora/Ag A Tarde
Geddel (ao centro) e Lúcio Vieira Lima (à direita) analisam a situação do PMDB. Foto: Lúcio Távora/Ag A Tarde

Enquanto aguardam a definição sobre o futuro do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cujo caso será julgado nesta terça-feira, 1º, na Comissão de Ética da Casa, peeemedebistas baianos se reuniram nesta segunda, 30, num hotel de Salvador para discutir a conjuntura política e as eleições municipais do próximo ano.

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O deputado federal Lúcio Vieira Lima, presidente do PMDB de Salvador, disse não ver “pressão” para que Cunha seja preso depois da detenção do líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (PT-MT).
“Não vejo pressão nenhuma até porque se o Judiciário funciona sob pressão, então não é um bom Judiciário. Tem que funcionar baseado nos autos, nos fatos, na lei. Na hora que ele sofrer pressão, o Brasil está ruim. Como diria Ruy Barbosa, a pior ditadura é a do Judiciário”.
Segundo Lúcio, o PMDB não discute nenhum tipo de punição ou sanção a Cunha. “Ele responde a dois processos. Um na Justiça, que não foi nem aceita ainda a denúncia. Vai dizer o quê? Dizer que ele responde processo? E amanhã se ele for inocentado? Ai você diz: mas com tanta prova? As provas estão nos autos, ninguém viu a defesa dele. Não estou aqui entrando no mérito, mas na forma”, disse.
Em relação à Comissão de Ética, Lúcio lembrou que será votada nesta terça a “adminissibilidade” do processo. “uma vez admitido ele vai andar e quem vai ser soberano é o plenário quando os parlamentares vão se manifestar”, argumentou.
O peemedebista continua batendo na tecla segundo a qual qualquer integrante do partido acusado tem o dever de se defender.
Constrangedor
Já o presidente do PMDB-BA e secretário nacional do partido, Geddel Vieira Lima admite que episódios como a provável admissibilidade de processo contra Cunha no Conselho de Ética da Câmara “acaba constrangendo o partido, mas o PMDB é muito maior do que isso”.
Geddel argumenta que o PMDB “tem toda uma história” e que sua tese continua a mesma:  “Quem é acusado de alguma coisa tem que ser responsabilizado e mostrar que é inocente, se não for, paciência, vai pagar, arcar com o ônus que lhe forem cobrado pela Justiça e não será diferente com Eduardo Cunha”.
Geddel confirmou que teve um encontro nesta segunda com o presidente do PMDB, Michel Temer, vice-presidente da República, mas assegurou que não tratou do caso do presidente da Câmara.
“Tomei conhecimento de reunião, que ele (Cunha) teria se queixado de que o governo teria mais uma vez participação nesse processo dessa nova denúncia. Não foi a pauta da minha conversa com Temer. Volto a dizer que esse temas criminais devem estar mais afeitos à Justiça e ao Ministério Público. Minha conversa foi para manifestar mais uma vez ao Temer minha preocupação pela necessidade do PMDB discutir o Brasil real”.
O “Brasil real”, explicou Geddel é o debate para o País sair da crise, “que está desempregando todo mundo, acabando os programas sociais e o Brasil retrocedendo”, disse.
Ele apontou como sintoma da crise a “situação ridícula do Tribunal Superior Eleitoral fazer com que a gente volte à cédula manual pois o governo não tem dinheiro, e não tem dinheiro por quê? Porque insiste numa hipocrisia de um governo incapaz e incompetente de ficar defendendo metas fiscais que ele não tem condição de cumprir quando o mais lógico e correto é acabar com essa história de meta fiscal”. Geddel disse que pediu ao irmão o deputado Lúcio apresentar no Congresso emenda para acabar com a meta fiscal.

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