MPF pede 386 anos de prisão para Eduardo Cunha

O Ministério Público Federal pediu ao juiz Vallisney Oliveira, da décima Vara Federal no Distrito Federal, a condenação do deputado cassado Eduardo Cunha, do PMDB, a 386 anos de prisão, além de multa no valor de 13 milhões de reais. O MPF pede ainda que o ex-ministro e ex-deputado Henrique Eduardo Alves, também do PMDB, seja condenado a 78 anos de prisão, além de multa de 3 milhões de reais.

 

Cunha e Henrique Alves respondem pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e prevaricação, no âmbito da Operação Sépsis, um desdobramento da Lava Jato. Eles teriam recebido propina da empresa Carioca Engenharia em contratos do projeto Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. A obra foi financiada pelo Fundo de Investimentos do FGTS, que é operado pela Caixa Econômica Federal.

 

De acordo com o Ministério Público, a negociação foi influenciada por Fábio Cleto, que foi vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, indicado ao cargo pelo PMDB. As propinas foram pagas em dinheiro vivo e por meio de depósitos em contas no exterior. Esses pagamentos eram controlados por Lúcio Funaro, que era operador financeiro do PMDB, e por Alexandre Margotto, que trabalhava para Funaro.

 

Os três fecharam acordos de delação premiada e, por isso, o Ministério Público pediu condenações menores. Para Lúcio Funaro e Fábio Cleto, o MPF pediu 30 anos de prisão, e para Alexandre Margotto, 10 anos e 8 meses.

 

O Ministério Público encaminhou, ainda, um pedido para o presidente Michel Temer substituir todos os vice-presidentes da Caixa, até o fim do mês que vem. Também em nota, o Palácio do Planalto informou que Temer, determinou ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao presidente da Caixa, Gilberto Ochi, que afastem os vice-presidentes do banco por 15 dias, para que eles se defenderem das acusações.

 

Em nota, a defesa de Eduardo Cunha disse que as alegações não passam de “ficção científica”, baseadas somente em delações premiadas. Os advogados de Fábio Cleto pediram que a Justiça cumpra os termos do acordo de delação. Os demais réus ainda não retornaram nosso contato.

EBC

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