AMAZÔNIA BRASIL RÁDIO WEB

Ovo de Páscoa é até 504% mais caro do que barra

Flávia Kurotori

Faltam dez dias para a Páscoa, e quem busca economizar pode procurar alternativas para substituir os tradicionais ovos industrializados. Para se ter ideia, conforme pesquisa feita pelo Diário, com o valor de um ovo é possível comprar até dez barras do mesmo chocolate, cuja diferença de preço chega a 504,04%.

É o caso do modelo dos Vingadores (Garoto), de 150 gramas, feito de chocolate ao leite, que sai por R$ 47,70, em média. Ao mesmo tempo, a barra de 100 gramas do mesmo produto custa em torno de R$ 4,77 nos supermercados da região, ou seja, é possível comprar dez barras com o preço de um ovo, totalizando um quilo da guloseima.

Em situação parecida, o ovo do Homem-Aranha (Nestlé), de 150 gramas, custa, em média, R$ 44,17, ante R$ 5,04 da barra do mesmo chocolate – diferença de 484,24%. Ou seja, dá para comprar quase nove barrinhas.

Embora seja desconsiderado o custo do brinquedo que acompanha o produto, em ambos os casos, é possível buscar alternativa de itens similares na internet, por exemplo. Ou, muitas vezes, bonecas ou carrinhos até mais interessantes, e pelo mesmo valor.

“Os adultos podem aproveitar a data para mostrar às crianças que o fato de ganhar um ovo de chocolate é um privilégio, mesmo que não seja o modelo desejado. É um ótimo momento para desenvolver consciências econômica e social dos pequenos”, destaca Ricardo Balistiero, economista e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia.

Quanto ao Bis (Lacta), a diferença é de 343,59%. O ovo de 318 gramas chega a R$ 44,24, enquanto que a caixa de 125 gramas e 20 unidades custa R$ 3,92 – com o preço do ovo, o consumidor pode comprar 11 caixinhas e ficar com mais de um quilo do mesmo chocolate.

Balistiero afirma que é essencial evitar fazer gastos que comprometam a saúde financeira da família, embalado pela data comercial. “É preciso pesquisar muito antes da compra para não acabar pagando mais caro do que um produto vale, nem se endividar”, orienta.

Veja íntegra no Diário do Grande ABC

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

%d blogueiros gostam disto: