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Eleições 2018: Como votos em branco e nulos podem beneficiar Bolsonaro no 2º turno

Leticia Mori

Conquistar parte dos votos brancos e nulos é um dos desafios que o candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) precisaria superar para vencer o líder no primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL).

Haddad tem 41% das intenções de voto, de acordo com a pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira, 15 de outubro. Bolsonaro tem 59%. Como a diferença na intenção de votos é alta – 18 pontos –, Haddad precisaria não apenas atrair os votos que foram para outros candidatos no primeiro turno, mas convencer alguns dos que votaram em branco e nulo a se posicionarem, segundo o sociólogo Thiago de Aragão, da Arko Consultoria.

Isso porque, na prática, esses votos ajudam quem está na frente na disputa – como não são contabilizados entre os votos válidos, facilitam a obtenção de maioria pelo líder nas pesquisas. A mesma lógica vale para as abstenções.

Embora historicamente o número de brancos e nulos sempre seja menor no segundo turno, os especialistas afirmam que não necessariamente a tendência vai se repetir no segundo turno em 2018, porque o pleito deste ano é extremamente atípico.Eleições 2018: Como votos em branco e nulos podem beneficiar Bolsonaro no 2º turno.

 

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