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Como voltar ao mercado de trabalho depois dos 50

Voltar ao mercado de trabalho depois de certa idade é uma tarefa desafiadora, mas a sólida experiência profissional pode ser um importante diferencial para conquistar uma vaga

O metalúrgico Edivaldo Santos, 55 anos, passou quase metade de sua vida trabalhando na mesma empresa. Construiu uma carreira duradoura e achava que trabalharia no mesmo lugar até a hora de se aposentar. Mas, depois de 24 anos no mesmo emprego, teve de se reinventar profissionalmente. A demissão aconteceu durante um processo de reestruturação da companhia, obrigando o metalúrgico a tirar o currículo da gaveta e bater em outras portas.

Assim como ele, trabalhadores com idades entre 50 e 64 anos foram os que mais perderam postos de trabalho no ano passado, segundo dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. “Em um primeiro momento, o sentimento foi de apreensão. Pelo fato de ter 55 anos, me questionei se seria possível uma recolocação no mercado de trabalho com essa idade”, afirma Edivaldo.

Mas, se por um lado a idade poderia dificultar sua volta às atividades, sua vasta experiência foi determinante para conquistar uma vaga. Meses depois da demissão, Edivaldo conseguiu um emprego na mesma área, mas em outra empresa. “Devido ao meu conhecimento, além da facilidade de lidar com todos os equipamentos necessários, consegui outra oportunidade e me tornei líder de setor”, conta.

A experiência é, justamente, um dos grandes diferenciais dos trabalhadores mais maduros que buscam recolocação, afinal, após se dedicarem por muito tempo, aqueles com mais de 50 anos acumulam bagagem suficiente para continuar enfrentando os desafios do mercado de trabalho. Segundo a especialista em gestão de pessoas Thaís Pagliari, da Action Rh, valorizar a sólida vivência profissional é um dos principais caminhos para conseguir um novo emprego. “Todo conhecimento adquirido, se utilizado da melhor forma, é o diferencial para uma possível contratação ou mudança de cargo”, acrescenta a especialista.

Por outro lado, Thaís ressalta que é necessário investir em atualização para não ficar atrás dos colaboradores mais jovens. “O mercado passa por mudanças constantemente e ter essa flexibilidade é sempre bom para o retorno das atividades, principalmente para os mais experientes”, explica. Além disso, esse processo exige do profissional uma boa capacidade de aceitação e maleabilidade para realizar mudanças internas e entender que está iniciando uma nova etapa da vida, em que é preciso ter calma e experiência.

Em alguns casos, ter mais idade pode ser até um ponto positivo, pois algumas empresas consideram esses funcionários mais maduros, comprometidos e, consequentemente, melhores para desempenhar determinadas funções. Segundo a coach e diretora da Triarh, Ana Martinez, algumas instituições estão dando preferência para o público sênior. “Isso se dá em função da experiência e maturidade, que são levadas em consideração dependendo do cargo disponível”, explica.

Por outro lado, profissionais mais velhos devem investir em atualização, sobretudo para acompanhar as mudanças tecnológicas no mercado de trabalho. “Vale levar em consideração que algumas funções exigem pessoas mais atentas e antenadas ao uso da tecnologia, o que faz toda a diferença para a recolocação”, ressalta Ana.

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(Colaborou Alana Gabriela)

Diário da Região

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