UNICEF debate inclusão dos jovens no mercado de trabalho

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e instituições parceiras promovem na terça-feira (30), no Rio de Janeiro (RJ), o seminário Diálogos Sobre a Lei da Aprendizagem: qualificando o jovem para o futuro. Evento vai debater o papel do setor privado na inclusão da juventude que deseja se inserir no mercado de trabalho. A entrada é gratuita e não é necessária inscrição prévia.

Representantes do programa Aprendiz Legal, Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), UNICEF e Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Rio) participam do encontro, que vai reunir empresas e jovens.

Um dos objetivos do seminário é discutir obstáculos ao pleno cumprimento da Lei de Aprendizagem. A legislação determina que as empresas de médio e grande porte destinem de 5% a 15% de suas vagas à contratação de pessoas com idade de 14 a 24 anos, na condição de aprendizes.

Atualmente, o Brasil tem 450 mil jovens contratados nessa modalidade. Mas o número poderia ser, pelo menos, duas vezes maior – de acordo com o Boletim da Aprendizagem, se todas as empresas cumprissem a cota mínima estipulada pela lei, o país empregaria 950 mil aprendizes.

“Se, para os jovens, essa é uma oportunidade de qualificação profissional e de um primeiro emprego protegido pelas leis trabalhistas, para a sociedade civil, esse pode ser um mecanismo de enfrentamento do trabalho infantil e de combate à evasão escolar e uma forma de melhorar a empregabilidade da juventude”, explica Marcelo Bentes, coordenador institucional do Aprendiz Legal, uma iniciativa da Fundação Roberto Marinho em parceria com o CIEE e a Oscip Gerar.

“Além disso, essa formação de novos talentos pode representar energias e ideias novas fundamentais para a competitividade das empresas, que podem qualificar jovens profissionais que poderão ser absorvidos em seus quadros.”

Luciana Phebo, coordenadora do UNICEF no Rio de Janeiro, chama atenção para as parcelas mais excluídas da juventude.

“É essencial ampliar o leque de oportunidades para os adolescentes, especialmente, os mais vulneráveis. Meninos e meninas querem entrar no mundo do trabalho e construir novos caminhos para sua vida, de suas famílias e comunidades”, afirma a especialista.

Organizado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), em parceria com a Fundação Roberto Marinho, UNICEF e ABRH-Rio, o seminário no Rio é parte das comemorações do Dia Internacional do Jovem Trabalhador (24/4).

ONU Brasil

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