Cresce venda de carros usados e seminovos

Setor está em alta com a falta de veículos 0km, segundo especialista

Se a venda de automóveis fosse uma corrida, os zero quilômetro estariam comendo poeira dos usados e seminovos: os números do setor estão quentes, e o mercado, que sempre foi forte, está em ritmo acelerado desde a chegada da pandemia.

A Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) comemora a sequência de notícias positivas no setor: crescimento de 55% nas vendas de carros usados e seminovos em 2021 e recorde de unidades negociadas – foram 8,8 milhões. Além disso, desde o início da série histórica da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em 2003, este ano registrou ainda o melhor mês de julho e o melhor resultado nas transações de usados nos sete primeiros meses do ano. São números que falam por si só.

Mas o que teria causado essa corrida do consumidor rumo ao carro usado? Segundo Gustavo Braga, diretor da CARUPI, autotech de compra e venda de carros online, é preciso analisar não apenas uma, mas diversas razões para o fenômeno.

“A pandemia de coronavírus trouxe efeitos inesperados em diversos setores. No mercado automotivo, dois fatores principais trabalharam em conjunto para este movimento de valorização do usado: por um lado, as pessoas viram no carro um meio seguro e necessário para seus deslocamentos e, por outro, a quebra na cadeia de fornecedores da indústria automobilística, com paralisação de fábricas, gerou escassez de modelos 0 km nas concessionárias”, afirma o especialista.

Todo o setor foi impactado, em efeito cascata: até mesmo locadoras de veículos, que despejavam milhares de veículos seminovos no mercado todo ano ao atualizarem suas frotas, deixaram de fazer isso pela falta de carros novos nas indústrias. 

Com isso, a famosa lei da oferta e da procura entrou em jogo e elevou os preços de muitos modelos à venda, em diversas categorias: desde compactos, como o HB20, passando pelos SUVs, como o Tucson, e até picapes, como a Toro. Acredite se quiser: tem gente vendendo seu carro por um valor maior do que pagou nele quando era novinho em folha. 

Além do aumento na procura por veículos usados, Braga também ressalta uma mudança cada vez mais sensível no comportamento de compra do consumidor. “A tecnologia entrou de vez na vida do brasileiro, que já aceita com naturalidade a ideia de comprar ou vender um carro pela internet, sem depender de lojas ou concessionárias”, diz.

Analisando os dados da CARUPI, é possível confirmar essa tendência: desde sua abertura em 2019, ainda antes da chegada da pandemia, a startup de tecnologia experimenta um crescimento intenso e, no comparativo com o ano anterior, vendeu 500% mais carros usados e seminovos. O serviço oferecido pela empresa possibilita que todo o processo de compra e venda ocorra de forma online, sem que o cliente precise sair de casa. 

Os executivos da empresa assumem a negociação e cuidam de todas as etapas do processo – fazem fotos profissionais do carro, levam e buscam o veículo para test-drives, escolhem as melhores ofertas, organizam a documentação e acompanham o pagamento. A empresa cobra uma taxa fixa, que só é paga em caso de sucesso no negócio. O cliente acompanha todo o andamento da compra ou da venda do carro de sua casa, recebendo notificações a cada nova movimentação na negociação. 

Com a demanda em alta e uma rotina cada vez mais agitada e conectada do consumidor, a possibilidade de negociar veículos diretamente pela internet deve colocar ainda mais combustível em um mercado que já anda turbinado.

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