GEA e Centro de Monitoramento Ambiental realizam treinamento para atendimento e resgate de animais marinhos na costa amapaense

As ações fazem parte do projeto de Caracterização e Monitoramento de Cetáceos nas bacias Pará-Maranhão e Foz do Amazonas.

Por: Thaysa Ruane

Com o apoio do Governo do Estado, os profissionais do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) e do Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental do Rio Grande do Norte (Cemam/RN) realizaram, na segunda-feira, 8, uma capacitação para o início do monitoramento de encalhes na costa amapaense.

A iniciativa faz parte do Projeto de Caracterização e Monitoramento de Cetáceos, relacionado a uma condicionante do Ibama para o desenvolvimento da pesquisa e levantamento de dados geológicos nas bacias do Pará-Maranhão e Foz do Amazonas.

No Amapá, o trabalho de pesquisa terá a duração de um ano e registrará os encalhes em áreas costeiras, a fim de descobrir se os impactos são causados por atividades de pesquisa ou por outras causas.

A presença do Governo do Estado no programa possibilita uma resposta rápida no resgate dos animais ou carcaças, além de permitir, pela primeira vez, o monitoramento desses eventos, como explica a geógrafa e pesquisadora do Iepa, Claudia Funi.

“Hoje em dia, só chegamos aos animais porque os moradores nos acionam e, inclusive, nos ajudam no resgate das carcaças. Este projeto ampliará muito nossa capacidade de resposta a esses acionamentos e permitirá o monitoramento sistemático de uma praia, algo que nunca fizemos”, explica Cláudia.

O Amapá tem registrado, nos últimos anos, diversos casos de mamíferos aquáticos encalhados. O mais recente ocorreu na praia do Goiabal, em Calçoene, onde dois botos foram encontrados após uma ligação de comunitários que avistaram os animais. As carcaças foram resgatadas por uma equipe do Iepa e do Instituto Federal do Amapá (Ifap).

“Com este projeto, avançaremos muito no entendimento da ocorrência de encalhes de animais marinhos na região costeira, incluindo a identificação da causa do encalhe, o período em que ocorre e os locais mais propícios. Isso nos ajudará a entender melhor a relação entre nossos habitats costeiros e os animais marinhos. Nossa região costeira é bastante desafiadora, e, pela primeira vez, teremos recursos logísticos para acompanhar os resgates e financiar as pesquisas”, pontuou Cláudia.

Projeto de Caracterização e Monitoramento de Cetáceos no Amapá

O projeto no estado acontece em três etapas e já está em execução. Na primeira fase, os pesquisadores trabalharão na sensibilização ambiental terrestre e fluvial, conscientizando pescadores e moradores da área costeira do Amapá e das ilhas do Pará, incluindo a parte norte da ilha de Marajó.

A segunda etapa envolve o monitoramento do período dos encalhes na praia de Goiabal, em Calçoene. A terceira etapa consiste no atendimento por acionamento. Quando o “Disque Encalhe” recebe um chamado, a equipe se desloca para o local e realiza o resgate.

Quem tiver informações sobre avistamento de animais encalhados, pode entrar em contato com a equipe do projeto pelos números: (96) 99116-3712 e (96) 99206-3344.

Foto: Alan e Roginey/Arquivo Rede de Encalhes Ifap

Secretaria de Estado da Comunicação – SECOM

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