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Bebês internados no Hospital da Criança e Adolescente passam a receber medicação preventiva contra doenças respiratórias

Medicamento já estava disponível na rede estadual desde fevereiro e foi aplicado em recém-nascido prematuro internado há dois meses na UTI da unidade, seguindo critérios do Ministério da Saúde.

Por Roberta Corrêa

O Hospital da Criança e do Adolescente (HCA/PAI), em Macapá, passou a aplicar o “Nirsevimabe”, medicamento utilizado na prevenção de complicações respiratórias graves em bebês, especialmente contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador de bronquiolite na primeira infância. O Governo do Amapá recebeu as doses do imunizante em fevereiro e realizou o abastecimento das unidades hospitalares da rede estadual, garantindo a disponibilidade da medicação para o público elegível conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

No Hospital da Criança e Adolescente, e no Pronto Atendimento Infantil (PAI), a aplicação foi realizada em um bebê que está internado há cerca de dois meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O recém-nascido nasceu prematuro, com 31 semanas de gestação, e apresenta comorbidades, incluindo broncodisplasia pulmonar, condição respiratória crônica comum em prematuros, fatores que o enquadram nos critérios para o uso do medicamento.

O primeiro paciente a receber o imunizante no estado foi atendido no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML). Com a ampliação da oferta, o Hospital da Criança e Adolescente e o PAI também passaram a utilizar o Nirsevimabe como estratégia de prevenção para bebês internados que apresentam maior risco de complicações respiratórias.

André Ricardo, enfermeiro responsável técnico pela Sala de Vacinação do HCA
André Ricardo, enfermeiro responsável técnico pela Sala de Vacinação do HCA

“Nosso primeiro paciente a receber a medicação no hospital é um bebê que  possui comorbidades. Ele tem broncodisplasia pulmonar, que é uma doença crônica, comum em recém-nascidos prematuros, e é um dos critérios para indicação do medicamento”, explicou André Ricardo, enfermeiro responsável técnico pela Sala de Vacinação do PAI.

A utilização do nirsevimabe integra as ações de prevenção adotadas pelo Estado durante o período de maior circulação de vírus respiratórios, intensificado pelo período chuvoso na região. O medicamento é um anticorpo monoclonal (projetados para reconhecer e se ligar a um alvo específico no corpo) que oferece proteção imediata contra o VSR, reduzindo o risco de agravamento do quadro clínico, internações prolongadas e complicações em bebês mais vulneráveis.

Agência de Notícias do Amapá

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