‘Ninguém dava nada por mim’, diz amapaense campeã do Jungle Fight que surgiu em projeto da PM apoiado pelo Governo do Estado

Faelly Vitória é a primeira atleta do estado a conquistar um cinturão no maior evento de MMA da América Latina.

Por: Worchiely Costa

Depois de se tornar a primeira amapaense campeã do Jungle Fight, maior evento de MMA da América Latina, Faelly Vitória, foi recepcionada com festa nesta quinta-feira, 21, em Macapá. A jovem lutadora, que conquistou o cinturão do peso-palha, recebeu o carinho de familiares e amigos e do governador em exercício Teles Júnior, durante passagem pelo Palácio do Setentrião.

A atleta, que desfilou no carro do Corpo de Bombeiros, pela capital, e surgiu no projeto social do 2º Batalhão da Polícia Militar denominado: “Nocauteando as Drogas e Finalizando a Violência”, desenvolvido com apoio do Governo do Estado, não escondeu a emoção pela recepção calorosa na volta ao Amapá.

“É uma felicidade muito grande trazer esse título inédito para o meu estado. A ficha ainda não caiu pra mim. Uma garota que veio de projeto social, que ninguém dava nada, chegar a esse nível, é motivo de muita felicidade. Projetos sociais salvam vidas, hoje sou a primeira amapaense a conquistar o título de Rainha da Selva”, desabafou Faelly Vitória.

“Recebemos com muito orgulho a Faelly Vitória, que é aluna do projeto social do 2º Batalhão da PM, que fica na Zona Norte de Macapá. Um projeto que presta um valoroso serviço para a comunidade. Essa é uma política pública muito importante do Governo do Estado, que apoia os atletas e projetos vinculados aos batalhões, tanto da PM, quanto do Corpo de Bombeiros. Parabéns a todos”, destacou o governador em exercício, Teles Júnior.

O Jungle Fight 119 foi a segunda oportunidade que a lutadora teve de disputar um título na organização. Na primeira tentativa, perdeu na categoria dos pesos-moscas, mas desta vez a amapaense de 21 anos, garantiu o cinturão.

Nascida em Macapá, Faelly Vitória, após receber os ensinamentos no projeto social da PM, onde começou em 2016, aos 15 anos de idade, com apenas quatro meses de treinamento, realizou o seu primeiro combate.

O professor e coordenador do projeto, o major Wanderson, também conhecido como “Mestre Panda”, agradeceu a parceria do Governo do Estado e da Secretaria de Desporto e Lazer (Sedel). 

“É a realização de um sonho. Quando essa garota entrou no projeto eu vi que ela tinha talento e começamos a trabalhar, e hoje comemoramos essa conquista. Por isso, aproveito para agradecer o Governo e Sedel que apoiam o nosso projeto desde o início, garantindo que tantos talentos tenham a oportunidade de lutar fora do estado. Então sem a parceria nada disso seria possível”, destacou Wanderson.


 Foto: Netto Lacerda/GEA

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