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Macapá Município Alfabetizado é pauta de reunião com ministro da Educação

A decisão de tornar Macapá um território livre do analfabetismo expressa a reafirmação do compromisso da Prefeitura de Macapá com a garantia dos direitos fundamentais da população, historicamente, excluída das condições fundamentais à dignidade humana e ao exercício da cidadania. Focado nesse desafio, Macapá sai na frente e se torna referência como a capital brasileira a formar a primeira turma de alfabetizandos do Programa Macapá Município Alfabetizado: um território livre do analfabetismo.

A cerimônia que irá certificar cerca de 200 jovens, adultos e idosos que saíram da escuridão do analfabetismo, está sendo organizada para o dia 29 de junho. Para tratar sobre o programa e falar das experiências vivenciadas em Macapá, o subsecretário de Educação, Mauro Brunch; a assessora especial do Gabinete, Cleodinéia Paes e o principal articulador do programa na capital amapaense, o senador Randolfe Rodrigues, se reunirão com o ministro da Educação, Janine Ribeiro.

Macapá Município Alfabetizado é uma ação de alfabetização, da modalidade de Educação de Jovens e Adultos, instituído e coordenado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), por meio do Programa Brasil Alfabetizado e com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

O programa tem como suporte o método “Sim, eu posso”, de origem cubana, desenvolvido pelo Instituto Pedagógico Latino-Americano e Caribenho, em 1999. Trata-se de um método reconhecidamente eficaz no que se refere a dotar a pessoa da capacidade de ler e escrever, uma metodologia constituída por aulas presenciais em que o educando se alfabetiza em 35 dias. Apesar de ser um método estrangeiro, o mesmo é inspirado no brasileiro Paulo Freire, em sua teoria de educação popular para o processo de alfabetização.

“Macapá colocou em prática um projeto piloto, que teve muitos percalços, mas muitos acertos e superações. Este mês comemoraremos com essas pessoas que tanto se esforçaram para se manter em sala de aula para aprender a ler, uma conquista que é delas, incentivada pelo poder público, e isso é contagiante. A próxima etapa será melhor ainda, pois já temos a experiência pregressa”, explica o subsecretário Brunch.

“A programação da formatura dos alfabetizandos está sendo organizada pela equipe da Divisão de Educação de Jovens e Adultos da Semed e, sem dúvida, o que podemos esperar é muita emoção, em ver cada aluno que participou se superando e agora podendo escrever uma carta, pegar seu ônibus sem pedir ajuda, lendo e escrevendo, e, o principal, podendo, a partir de agora, dar continuidade aos estudos”, diz a chefe do Divisão de Jovens e Adultos, Simone Guedes.

Texto e fotos: Rita Torrinha/Asscom Semed

Contato: 9 9189-8067

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