A rodada de Bonn terminou com avanços, mas aumentou o texto base para a COP 21

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Texto base passa de 20 para 55 páginas, aumentando as expectativas em relação ao novo acordo mundial para o clima Antonio Cruz/Wikimedia/CC

Entre os dias 30 de novembro e 11 de dezembro, acontecerá em Paris, na França, a COP 21, conferência da ONU que reunirá membros de 196 países, para fechar o novo acordo mundial para o clima.

A  rodada de Bonn para aperfeiçoar a base do texto do novo acordo mundial para o clima terminou em 23 de outubro, com um documento com quase o triplo de tamanho original, passando de 20 para 55 páginas. O texto base está repleto de sugestões, mesmo assim não deve facilitar o processo em Paris. O texto passou a mencionar os chamados mecanismos de mercado para o carbono, um fator importante que deve ser levantado pelo Brasil.

De acordo com o gerente de projetos do Instituto Arapyaú e membro da Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, Alexandre Prado, o conteúdo do texto se refere às possibilidades e expectativas dos países membros em relação ao novo acordo climático: “o texto contém um acordo do quanto iremos aceitar de mudanças climáticas. Qual a temperatura? Quanto cada país irá emitir? Quanto será a curva de redução, por causa do aumento de temperatura? Como será a revisão disso e em quanto tempo irá acontecer? De qual forma iremos atuar, pois a negociação versa sobre 4 pontos: a redução de emissão, como mitigar os impactos das mudanças climáticas que já estão acontecendo, como será pago e como será medida e verificada as medidas tomadas como soluções para esse acordo”.

Segundo o gerente, o Brasil, em relação aos países em desenvolvimento, tem uma presença muito forte, com um grande peso na negociação para o novo acordo mundial para o clima. Ele avalia que a proposta brasileira que foi para a negociação é avançada e ambiciosa, no sentido de olhar a economia como um todo.

A proposta brasileira, está em sua maioria voltada para o uso do solo, na parte florestal e da agricultura: “isso significa que deveremos reduzir no desmatamento, conter o desmatamento ilegal, o que remete a um fator difícil, pois o tráfico ilegal no Brasil, ainda é muito forte, difícil de ser contido a curto prazo, além disso tem uma parte grande em relação a agricultura, chamada de agricultura de baixo carbono, que terá um peso maior no financiamento agrícola, sendo uma proposta voltada para as florestas, o manejo florestal e a agricultura”, afirma o gerente de projetos.

Segundo Alexandre Prado, a ambição em relação a COP 21 é de que todos os países assinem o acordo: “Tudo indica que irá acontecer, entretanto só acreditamos olhando. Será um grande passo se todos os países do planeta entenderem que tem que fazer um esforço para a redução de emissão, para a adaptação e que eles precisam colocar recursos na mesa”.

O Amazônia Brasileira conversou com o gerente de projetos do Instituto Arapyaú e membro da Coalizão Brasil, Clima, Florestas e Agricultura, Alexandre Prado, sobre o texto base que irá para a COP 21, a conferência da ONU sobre o novo acordo mundial sobre o clima.

Ouça a entrevista na íntegra no player abaixo.


Apresentação de Sula Sevillis e Produção Executiva de Taiana Borges.

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