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Polícia investiga ação de atiradores que deixaram 14 mortos na Califórnia

Pelo menos 14 pessoas foram mortas por atiradores na Califórnia. Foto: Reuters

A polícia americana busca pelo menos três pessoas que abriram fogo em um centro comunitário no condado de San Bernardino na Califórnia, deixando ao menos 14 mortos e 17 feridos.
Segundo informações divulgadas no fim da noite desta quarta-feira, dois suspeitos já foram mortos pelos policiais – um homem e uma mulher “que estavam fortemente armados”. As autoridades confirmaram que eles carregavam fuzis e pistolas e vestiam “roupas de estilo militar”.

A ação dos atiradores aconteceu na tarde desta quarta-feira – eles invadiram o edifício, atiraram nas vítimas e fugiram em uma SUV preta.
Testemunhas contam que pessoas se trancaram nos prédios da região quando o tiroteio começou. Os atiradores agiram durante um evento social do Departamento de Saúde Pública da região – o centro comunitário trata pessoas com deficiência.
Por enquanto, o FBI afirma não saber se a ação foi um ataque terrorista e diz que ainda está investigando o que aconteceu.
Segundo o jornal americano Washington Post, foram registradas ocorrências semelhantes – envolvendo mortes em massa por atiradores – em 46 Estados americanos somente neste ano.
Ao se pronunciar sobre o caso, o presidente Barack Obama reforçou seu discurso defendendo uma mudança na legislação para restringir o acesso a armas de fogo.
“Uma coisa que nós sabemos é que temos um ‘padrão’ de atiradores em massa nesse país e não existe nada similar em nenhum lugar do mundo”, afirmou.
“Eu tive que fazer pronunciamentos sobre isso várias vezes neste ano”, lembrou Obama. “Existem medidas que podemos tomar, se não para eliminar todos esses incidentes, pelo menos para fazer com que eles se tornem menos frequentes.”
Desespero
No local do tiroteio, a situação foi descrita como “desesperadora”. Um homem recebeu uma mensagem de texto de sua filha contando que ela estava se escondendo dentro do prédio onde trabalha.
“Atiraram em pessoas. Estou no escritório esperando os policiais. Reze por nós. Estou presa no escritório”, escreveu ela.
Pessoas, entre elas as feridas, foram retiradas do Inland Regional Center em macas e sob ajuda de médicos e policiais.
A mulher de Marcos Aguilera estava no prédio quando tudo aconteceu. “Eles se trancaram no escritório dela. Viram corpos espalhados pelo chão”, disse ele à rede ABC.
Ela escapou com vida.
O tiroteio em San Bernardino aconteceu menos de uma semana após outro incidente parecido, ocorrido na clínica Planned Parenthood, no Colorado, onde três pessoas foram mortas e nove ficaram feridas.

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