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Filme sobre indígenas da Amazônia pode ser indicado ao Oscar

O Abraço da Serpente é um filme colombiano que retrata o universo indígena. Esse ano ele está sendo cotado para concorrer o Oscar

Cena do filme “O Abraço da Serpente”. Foto: Divulgação/Ciudad Lunas

MANAUS – Filmes expressam o que quase sempre não pode ser vivido. É experimentar estar em outro corpo, em outro lugar, outra situação e ainda assim entender. “O Abraço da Serpente” tem esse mesmo objetivo. O filme colombiano apresenta o papel de Karamakate, um xamã amazônico que por acaso acaba encontrando um pesquisador americano que procura uma planta sagrada. Eles acabam vivendo uma jornada na Amazônia atrás dessa planta.

O filme está no shortlist, uma pequena lista de 9 filmes que podem ser indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A obra dirigida por Ciro Guerra é baseado nos relatos dos exploradores-pesquisadores Theodor Koch-Grunberg e Richard Evans Schultes. Além disso “O Abraço da Serpente” foi o único filme da America Latina a ser incluído na lista, ou seja, é o único que tem chances de ser indicado e premiado.

O filme foi rodado no Noroeste da Amazônia, na divisa entre o Brasil e a Colômbia. A obra demorou cinco anos para ser concluída, dois deles dedicados ao roteiro. O diretor Ciro Guerra primeiro iniciou sua aproximação documental com os povos amazônicos. Mas logo notou que os sonhos, a imaginação e a ficção eram muito importantes na cosmovisão indígena.

“O Abraço da Serpente” está no shotlist competindo com os filmes: Krigen (Dinamarca), de Tobias Lindholm; Miekkailija(Finlândia) de Klaus Härö; Le tout nouveau testament (Bélgica), de Jaco Van Dormael; Cinco Graças (França), de Deniz Gamze Ergüven; Labirinto de Mentiras(Alemanha), de Giulio Ricciarelli; O Filho de Saul (Hungria) de László Nemesreland; Viva (Irlanda), de Paddy Breathnach; e Theeb (Jordânia), de Naji Abu Nowar. Os cinco indicados ao Oscar serão conhecidos em 14 de janeiro, e os prêmios entregues na festa em 28 de fevereiro.

A obra tem 125 minutos de duração e foi feita através de uma coprodução entre argentinos e venezuelanos. A equipe de filmagem também contou com técnicos do méxico e do Peru.

Via Portal Amazônia

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