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Jornada Pedagógica Internacional: discussão sobre Base Nacional Comum Curricular é destaque no primeiro dia

A palestra do professor Ricardo Magalhães Cardozo, coordenador-geral do Ensino Médio (MEC), foi sobre a Base Nacional Comum Curricular e deu continuidade à programação da tarde da I Jornada Pedagógica Internacional, evento de formação voltado para educadores da rede municipal de ensino de Macapá, realizado pela prefeitura, que acontece de 22 a 26 de fevereiro, no Sebrae, tendo a frente a Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Ricardo falou da construção participativa da Base Nacional Comum Curricular, deixando claro que ela é uma proposta de referencial curricular, que pode dizer quais os direitos e objetivos de aprendizagens, independentemente do local do Brasil onde o aluno está inserido, respeitando suas peculiaridades. “A Base não está pronta, ela ainda é um protótipo que precisa de debates para ser construída. Outro aspecto é que a Base não substitui as diretrizes curriculares nacionais, ela complementa aspectos que as diretrizes não deram conta de alcançar”, iniciou sua explicação.

Ao falar sobre o currículo da educação infantil, fundamental e ensino médio, o palestrante argumentou que a construção da Base deve ser feita de forma articulada entre professores, escolas e redes de ensino, por meio de documentos curriculares estaduais, municipais e Projeto Político Pedagógico (PPP). O professor fez um traçado histórico pela trajetória da Base, demonstrando que o documento está previsto desde a Constituição Federal, vindo pela LDB, currículo em movimento e indagações sobre currículo; 1ª Conae; Diretrizes curriculares, Pnaic e Pnem; Conae, PNE Lei 13.005/2014. Segundo Ricardo, em dezembro já tinham 196.601 usuários e 33.655 escolas cadastradas no Portal da Base.

Ele ainda falou a respeito dos efeitos da Base, que é a produção de uma referência de currículo que articula esforços de estados, Distrito Federal e municípios nas diferentes áreas do conhecimento. Além disso, orientará a formulação do PPP das escolas, permitindo a articulação dos mesmos. “É preciso que estados e municípios pensem e sugiram referências que reflitam a realidade cultural e social do seu lugar. O importante é fazer com que a base dialogue com essa realidade, e que a construção parta de cada um de nós. Vocês podem ajudar nessa construção”, finalizou.

Rita Torrinha/Asscom Semed

Contato: 99189-8067

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