CAPES autoriza Unifap a implantar Mestrado Profissional em Estudos de Fronteira

A carta de cursos de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) da Universidade Federal do Amapá (Unifap) foi ampliada. No final da tarde de ontem, 20, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-graduação recebeu o parecer favorável da Plataforma Sucupira do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) pela implantação do Mestrado Profissional em Estudos de Fronteira dentro da área de conhecimento em ciência política e relações internacionais.

O Conselho Técnico e Científico da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) atribuiu nota três ao mestrado, o que significa conceito satisfatório nos quatro pré-requisitos exigidos. Foi avaliada a proposta do curso; a dimensão e regime de trabalho do corpo docente; produtividade docente e consolidação da capacidade de pesquisa.  O mestrado inicia com oito docentes permanentes, todos com doutorado e alguns pós-doutores com trabalhos e publicações na área.

“Nós cumprimos plenamente todos os requisitos. E nenhum deles nós tiramos nota abaixo do esperado para abertura do curso”, informou a pró-reitora de pós-graduação Helena Simões.  No documento, a comissão cita o empenho da Unifap com o programa proposto e a alocação de recursos humanos, físicos e financeiros necessários para as atividades pretendidas.

“Observa-se o comprometimento da instituição e mesmo dos órgãos e agências de fomento locais e nacionais com o desenvolvimento de pesquisas relacionadas com o programa, indicando perspectivas de continuidade e crescimento”, aponta um trecho do parecer.

“A implantação desse mestrado é bastante significativa para nós, pois, até então, tínhamos apenas um mestrado na área de ciências humanas. Hoje nós temos outro que abre oportunidade de mais estudos. Podemos receber profissionais da geografia, da história, das ciências sociais, direito…”, ressaltou a reitora da Unifap, Eliane Superti.

O processo até se chegar à implantação do mestrado profissional em estudos de fronteira teve início há cerca de 10 anos. Um grupo de pesquisadores começou a atuar na região fronteiriça e a executar várias pesquisas. No entanto, esses estudos estavam organizados de forma isolada na Universidade. À medida que os pesquisadores começaram a estabelecer relações, percebeu-se a necessidade de unidade.

“A partir daí foi constituído o Observatório das Fronteiras do Platô das Guianas (OBFRON) e isso aglutinou capacidade de produção e pesquisadores que se envolveram nessa temática. Esse mestrado é fruto desse processo de construção”, lembrou a reitora. A seleção para formação da primeira turma (12 vagas) deve ocorrer até o final ainda desse ano ou, no máximo, em janeiro de 2017 para início das aulas em abril.

 

 

Kleber Soares

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