Travesti é espancada e morta por cinco homens em Fortaleza

Em vídeo que circula nas redes sociais, Dandara aparece recebendo diversos tapas e chutes; os agressores também usaram um pedaço de madeira

Reprodução/Facebook
Travesti Dandara

Uma travesti foi torturada e morta por cinco homens em Fortaleza, no Ceará. O caso, que aconteceu no dia 15 de fevereiro, veio à tona após um vídeo da agressão, filmado por um dos integrantes do grupo, viralizar nas redes sociais neste final de semana.

Na gravação, Dandara, que tinha 42 anos, aparece recebendo diversos tapas e chutes. Os agressores também usaram um pedaço de madeira para espancar a travesti, além de a mandarem subir em um carrinho de mão parado no local – algo que ela não consegue fazer devido aos ferimentos.

Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) afirmou que as investigações relativas ao crime estão bem adiantadas. O trabalho ficou a cargo do 32º Distrito Policial.
Também por meio de uma nota, o governo do Ceará se pronunciou sobre o caso, afirmando que “toda a estrutura da Segurança Pública do Estado está mobilizada para a apuração do crime e punição dos responsáveis” e que “o pluralismo, a diversidade e a tolerância são valores fundamentais para a democracia”. Confira a íntegra:

Nota de repúdio

O Governo do Ceará vem a público manifestar o seu mais profundo repúdio a atos de violência e intolerância como o que foi praticado contra Dandara dos Santos, morta por brutal espancamento. Cumpre informar que toda a estrutura da Segurança Pública do Estado está mobilizada para a apuração do crime e punição dos responsáveis.

Este governo acredita e defende, por meio de uma estrutura de direitos humanos vinculada ao Gabinete do Governador e por políticas públicas vigentes, que o pluralismo, a diversidade e a tolerância são valores fundamentais para a democracia. Estes são pilares inalienáveis de uma sociedade inclusiva e justa.

A Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para LGBT do Estado do Ceará tem entre suas atribuições a execução de políticas de atendimento e de afirmação das minorias de gênero, assim como a contribuição efetiva para o debate sobre todas as questões relativas à população LGBT.

Em consonância com os preceitos das liberdades individuais e dos direitos humanos, reafirmamos nossa opção pela vida humana, renegando toda e qualquer manifestação de preconceito.
Outro caso

Apenas três dias antes da morte de Dandara, outra travesti havia sido vítima de violência em Fortaleza. Ao voltar de uma festa, Hérika Izidoro, de 24 anos, foi espancada e, posteriormente, diagnosticada com traumatismo craniano. Hérika segue internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto Doutor José Frota (IJF).

Fonte: Último Segundo – iG 

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