Coreia do Norte promete ‘resposta sem piedade’ a provocações americanas

O exército norte-coreano prometeu uma “resposta sem piedade” a qualquer provocação americana, em meio a tensões crescentes com os Estados Unidos.

Um comunicado da agência estatal KCNA, citando o recente ataque aéreo americano contra a Síria, afirma que o governo do presidente Donald Trump “entrou em um caminho de ameaças e chantagens abertas” em relação à Coreia do Norte.

Na quinta-feira, Donald Trump prometeu que o “problema norte-coreano seria tratado”. Ele havia anunciado o envio à península coreana do porta-aviões Carl Vinson, escoltado por três navios lança-mísseis, e depois falou de uma “armada”, incluindo submarinos.

Em seu comunicado publicado pela KCNA, o exército norte-coreano assegura que as bases americanas na Coreia do Sul, “bem como todos os quartéis do Mal, incluindo (o palácio presidencial sul-coreano) a Casa Azul, serão pulverizados em alguns minutos”.

“Quanto mais grandes alvos como porta-aviões à propulsão nuclear se aproximam (da península coreana), maiores serão os efeitos dos ataques sem piedade”, acrescentou.

Nesta mesma sexta-feira, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, advertiu que um conflito pode eclodir “a qualquer momento” na Coreia do Norte depois das novas ameaças dos Estados Unidos contra o regime de Pyongyang.

“O diálogo é o único caminho”, insistiu o ministro durante uma coletiva de imprensa em Pequim com o seu colega francês Jean-Marc Ayrault.

Por sua vez, a Rússia, “muito preocupada”, exortou todas as partes a manter a calma e advertiu contra “qualquer ação que possa ser interpretada como uma provocação”.
O porta-aviões enviado pelos Estados Unidos pode transportar entre 70 e 80 aviões ou helicópteros, incluindo cerca de 50 caças.

A Coreia do Norte prometeu responder ao envio “insensato” deste grupo aeronaval, dizendo estar pronta para a “guerra”.
Segundo muitos observadores, a Coreia do Norte poderia, por ocasião do 105º aniversário do nascimento de Kim Il-Sung, primeiro líder do país, realizar no sábado um novo disparo de míssil balístico ou mesmo um sexto teste nuclear, ambos proibidos pela comunidade internacional.

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