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Número de homicídio de mulheres em RR cresce 139% e estado é o mais ‘letal’ para o sexo feminino, aponta ONG

Human Rights Watch divulgou nesta quarta (21) relatório que aponta falhas do estado em receber denúncias das vítimas e punir agressores.

ntre 2010 e 2015 a taxa de homicídio de mulheres aumentou 139% em Roraima, afirma relatório da organização não-governamental Human Rights Watch divulgado nesta quarta-feira (21). Segundo a ONG, devido a esse alto índice o estado é considerado o mais letal do Brasil para mulheres e meninas, ao passo que as autoridades de Roraima são omissas.

No relatório, a Human Rights Watch aponta que o aumento no índice de assassinatos elevou a taxa de homicídios no estado a 11,4 por 100 mil mulheres em 2015, último ano para o qual há dados disponíveis.
O número contrasta, segundo a ONG, com a média nacional do Brasil que é de 4,4 assassinatos para cada 100 mil mulheres, que já é uma das mais elevadas altas taxas do mundo.

O documento frisa que Roraima não coleta dados para determinar se os homicídios estão relacionados à violência doméstica. No entanto, aponta que estudos feitos no Brasil estimam que uma grande porcentagem das mulheres é assassinada por parceiros ou por ex-parceiros.

Para fazer o levantamento, a ONG entrevistou vítimas, policiais e autoridades do judiciário, documentando 31casos de violência doméstica entre fevereiro e maio deste ano. O relatório tem 26 páginas e pode ser consultado no site da Human Rights Watch.
O estado foi escolhido para o estudo com base em dados do Atlas da Violência que mostraram o alto índice de homicídios de mulheres em Roraima em 2015, segundo César Muñoz, integrante da ONG.

Falhas do estado

De acordo com o documento, mesmo com esse alto número de homicídios de mulheres em Roraima, as autoridades do estado estão falhando em investigar e responsabilizar os agressores, o que deixa mulheres e meninas a mercê de sofrerem ainda mais abusos.

“Muitas mulheres em Roraima sofrem abusos e violentas agressões durante anos antes de reunirem coragem suficiente para procurar a polícia. E, quando o fazem, a resposta das autoridades é péssima”, disse Maria Laura Canineu, diretora do Brasil na Human Rights Watch. “Enquanto as vítimas de violência doméstica não obtiverem ajuda e justiça, seus agressores continuarão as agredindo e as matando.”

Veja mais no site do G1 RR

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