Governo pretende incentivar bancos públicos a operar no financiamento habitacional captando recursos do FGTS

Medida pode ser vista com bons olhos pelo mercado e pelo consumidor/mutuário

Atualmente, os financiamentos cuja origem de recursos advém do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) somente são concedidos pela Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Enquanto a Caixa opera em todas as linhas disponíveis no mercado, o BB dedica-se exclusivamente para financiamentos fora do Minha Casa Minha Vida. A ideia central da abertura seria fomentar a concorrência e também deixar que a Caixa volte suas operações exclusivamente para o Programa Minha Casa Minha Vida.

De acordo com o diretor executivo do escritório de representação da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) em Rondônia, José Carlos Lino Costa, a proposta ainda não atraiu os bancos privados, uma vez que eles trabalham com juros tabelados. “Além disso, não se trata de uma operação muito simples, cabendo passar ainda por aprovação do Conselho Curador do FGTS”, acrescenta.

Para o mercado imobiliário e para o mutuário/consumidor, a entrada de novos bancos nessa modalidade de financiamento é vista com bons olhos, pois acaba abrindo o leque de fornecedores. “Nessa situação, a pesquisa por melhores condições de contratação faz com que o mercado se torne mais favorável para a ponta consumidora”, avalia Sérgio José Carlos Lino Costa.

Segundo o diretor da ABMH, além de oferecer uma taxa de juros mais atraente, pensando pelo lado competitivo do mercado, quando temos mais de uma empresa oferecendo o mesmo produto, sobressaí aquela que apresenta melhores condições secundárias, como atendimento, taxas de administração mais acessíveis, não imposição de venda casada, dentre outras medidas que atraem o consumidor. “Para negócios, a concorrência é sempre bem-vinda”, lembra.

Pensando pelo lado das instituições financeiras, José Carlos Lino Costa diz que cabe salientar que o crédito imobiliário é de extrema valia, pois esta modalidade de operação realizada pela linha do FGTS apresenta baixa inadimplência e permanece a garantia real sobre o imóvel, responsável pelo pagamento da dívida em caso de inadimplência do mutuário. “Portanto, pensar em fornecer um produto mais seguro e cuja origem de recursos pode ser uma fonte atraente de negócios pode ser uma excelente oportunidade para as instituições financeiras privadas”, finaliza.

Dr. José Carlos Lino Costa
Diretor executivo do escritório de representação da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH) em Rondônia
Telefone: (69) 8406-3555

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