Hackers dão prejuízo de US$ 600 bilhões à economia global

Dano à economia global em 2017 é divulgado em encontro sobre cibersegurança. Nesse jogo, invasores conseguem ficar até 99 dias infiltrados nos sistemas

Os ataques cibernéticos aos governos e à sociedade ocorridos nas duas últimas semanas, que afetaram pelo menos quatro gasodutos e órgãos de serviços públicos nos Estados Unidos, causam preocupação. Dados de diversas empresas de segurança cibernética, apresentados pelo engenheiro de soluções tecnológicas da Lanlink, Paulo Meireles, no evento Mind The Sec Summit 2018, edição Brasília, mostram que, em 2017, os prejuízos causados pelos hackers somaram US$ 600 bilhões para a economia global.

Quando se trata do Brasil, o clima e a sensação de falta de segurança são piores, quando colocados no atual cenário de proximidade das eleições. Segundo o diretor Nacional de Tecnologia da Microsoft, Ronan Damasco, o risco é de conhecimento das empresas e dos governos. Ele afirma que os ataques não devem diminuir ou aumentar, e lembra que eles ocorrem constantemente. “Agora, o assunto da vez não é político. Mas, quando as eleições chegarem, ele será”, avisa.

Para o analista do Banco Central do Brasil Rafael Sarres, que trabalha na área de tecnologia da informação, o Brasil contém excelentes hackers que trabalham nesses sistemas de defesa. “A defesa cibernética do Brasil é bem robusta, o que não exclui a possibilidade de ataques. Se fizer o trabalho certo, a proteção é maior”, afirma.

Sarres lembra que ocorreram no Brasil ataques de cunho político a bancos brasileiros. Porém, ele informa que, geralmente, o objetivo não é roubar dinheiro, mas prejudicar a imagem das instituições ou causar incômodo aos clientes. “No Banco Central, estamos trabalhando para ampliar nossa tecnologia nesse sentido”, diz.

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