Maduro é reeleito na Venezuela em pleito contestado fora e dentro do país

No poder desde 2013, presidente teve quase 6 milhões de votos em uma disputa marcada pela altíssima abstenção; EUA veem ‘farsa’, e rivais pedem novo pleito

Nicolás Maduro, 55 anos, foi reeleito para a Presidência da Venezuela para o período 2019-2025 ao ganhar neste domingo uma eleição marcada pela altíssima abstenção – mais da metade do eleitorado não foi às urnas – e pela exigência dos derrotados de que o pleito se repita devido a acusações de irregularidades, além da forte oposição dos Estados Unidos.

Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Maduro obteve 5.823.728 votos, com uma participação de 8.6 milhões dos mais de 20 milhões de eleitores (43% do total) que foram chamados às urnas, o que se traduz em um das porcentagens de participação mais baixa da história venezuelana.

O segundo colocado foi o ex-governador Henri Falcón, que ficou com 1.820.552 votos, seguido pelo ex-pastor evangélico Javier Bertucci (925.042) e Reinaldo Quijada (34.614). Outro tanto ficou com as alianças opositoras Mesa da Unidade Democrática e Frente Ampla, que pediram a abstenção por considerar que o pleito era fraudulento – para eles, a participação na “farsa eleitoral” não chegou a 30%.

Maduro está no poder desde 2013 e seu mandato iria até o final desde ano – com a vitória, ele ficará no cargo até o término de 2025. O chavismo, estilo de governo implantado por seu antecessor, Hugo Chávez – que morreu em março de 2013 – , controla o poder político na Venezuela desde 1999.

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