Jornalista saudita foi torturado e esquartejado ainda vivo, diz a imprensa turca

Jamal Khashoggi, crítico com o regime, abre conflito entre Ancara, Washington e Riad. A polícia turca faz buscas na residência do cônsul

ANDRÉS MOURENZA

O jornalista Jamal Khashoggi entrou no consulado da Arábia Saudita em Istambul (Turquia) no último dia 2 para recolher um documento, e não voltou mais a ser visto com vida. Uma câmera registrou sua entrada na legação diplomática e, segundo relato da imprensa turca, existe também uma gravação de áudio que revelaria com toda crueldade que ele foi torturado e assassinado. Segundo o jornal turco Yeni Safak, de linha governista, Khashoggi “teve os dedos da mão cortados” enquanto ainda estava vivo e, finalmente, foi “degolado”.

No mesmo dia do desaparecimento do jornalista, crítico da monarquia saudita, um grupo de 15 funcionários dos serviços secretos e das Forças Armadas do reino do deserto voou para Istambul. A polícia turca, que já havia feito buscas no consulado, também entrou nesta quarta-feira na residência do cônsul saudita, Mohamed al Otaibi, que deixou a Turquia na terça-feira.

O caso Khashoggi já virou uma crise em que Riad, Washington e Ancara, principalmente, jogam suas cartas num baile diplomático em que alternam sorrisos perante as câmeras e advertências e pressões longe dos holofotes. O assunto ameaça abalar a reputação do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman (mais conhecido pelas iniciais MBS), homem forte da monarquia saudita, que já havia toureado outras polêmicas relativas à repressão da dissidência interna, ao envolvimento na devastadora guerra do Iêmen e no bloqueio ao Qatar.

Veja íntegra no El País

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