Mais de 100 peças resgatadas do Museu Nacional serão expostas no Rio

Mais de cem peças resgatadas do Museu Nacional do Rio de Janeiro serão expostas a partir desta quarta-feira (27) no Centro Cultural Banco do Brasil na capital. 

A exposição Museu Nacional Vive – Arqueologia do Resgate é a primeira apresentação pública de numerosos itens do difícil trabalho de resgate de peças por servidores da instituição.

Há pouco mais de cinco meses, a sede do  Museu, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio,  foi totalmente destruída por um incêndio.

No total, a mostra conta com 180 itens, sendo 103 peças – inteiras ou danificadas – retiradas das cinzas.

As demais estavam fora da área do incêndio ou são emprestadas.

Uma grande sala do segundo andar do Centro Cultural apresenta a Arqueologia do Resgate, em que peças recuperadas guiam o percurso associadas a outras preservadas.

O crânio de um jacaré-açu resgatado dos escombros é um dos destaques da mostra.

Há também exemplares das coleções de D. Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina, como vasos, ânforas e lamparina romanos e etruscos.

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kelner, informou que ainda não há um levantamento total do que foi perdido com o incêndio.

A expectativa é divulgar um balanço ainda neste semestre.

A instituição também já está com um edital aberto para que empresas apresentem projetos para a reforma da fachada do prédio.

O diretor afirmou que a mostra, que não teve custo para a instituição, retrata com bastante sensibilidade a recuperação do Museu.

Ele ressaltou ainda o árduo trabalho dos profissionais nos escombros. 

A curadora da exposição, a professora Claudia Carvalho, que coordena a Comissão de Resgate, contou que metade do prédio ainda precisa ser escavado. Pelos seus cálculos, o trabalho deve se estender até o final do ano ou março de 2020.

Claudia se emocionou ao falar de uma réplica perfeita do Trono de Daomé, antigo reino africano, que está na mostra e foi feita em papel marche por um aluno de dez anos do ensino fundamental. A peça foi uma das primeiras dadas como perdidas no fogo.

Marcelo Fernandes, gerente geral do CCBB Rio disse que desde o incêndio iniciou discussão interna para encontrar uma forma de colaborar com a recuperação do Museu.

Segundo ele, a exposição custou R$230 mil.

A mostra Museu Nacional Vive vai ficar aberta ao público no CCCBB RIO até o dia 29 de abril. 

EBC

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