Juan Guaidó convoca novas manifestações para este sábado na Venezuela

O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, autoproclamado presidente interino do país, convocou novas manifestações para este sábado (4).

Desta vez, os protestos devem ser em frente às principais unidades militares da Venezuela.

Guaidó tenta convencer os oficiais a derrubar o governo de Nicolás Maduro. Segundo o opositor, continuar nas ruas é a única maneira de manter a pressão da comunidade internacional e encorajar a ação das Forças Armadas contra o governo.

Guaidó, que havia apoiado uma paralisação nessa quinta-feira  (2), voltou a defender uma greve geral para os próximos dias.

Já a liderança oposicionista Leopoldo López, que se refugiou na embaixada da espanha em Caracas, afirmou que teve reuniões com generais para lançar a Operação Liberdade enquanto estava em prisão domiciliar. Leopoldo López teve a prisão novamente decretada.

Para o 5° Tribunal de Execução Criminal de Caracas, López violou as condições estabelecidas para que fizesse jus ao benefício da prisão domiciliar. Ele é tido pela oposição como o principal preso político da Venezuela e chegou a receber o indulto de Juan Guaidó.

Já o presidente Nicolás Maduro se reuniu com movimentos da juventude venezuelana e convocou para este final de semana um congresso do partido do governo com apoiadores para reafirmar os compromissos com a chamada revolução bolivariana, movimento político iniciado pelo ex-presidente Hugo Chávez.

Enquanto isso, o Grupo de Lima volta a se reunir nesta sexta-feira (3) no Peru. Formado por 12 países, entre eles, Brasil, Argentina, México, Chile e Canadá, o grupo foi criado em agosto de 2017 para tratar da situação da Venezuela. Esses países apoiam Juan Guaidó e, em nota, pediram às Forças Armadas que mostrem lealdade ao autoproclamado presidente da Venezuela. Apesar de não ser membro efetivo do grupo, os Estados Unidos também costumam participar das reuniões.

EBC

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