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Mestre em Economia ganha prêmio do Serviço Florestal Brasileiro

Por Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil Brasília

Um projeto que trata de alternativas para a definição de um Produto Interno Bruto (PIB) Florestal foi o vencedor da categoria profissional do 6° Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal. A premiação nas categorias profissional e estudante foi entregue hoje (30), em Brasília, na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O vencedor é Edson Rodrigo Toledo Neto, mestre em Economia e engenheiro florestal. “Na prática tentamos traduzir como o capital natural é tratado dentro do sistema das contas nacionais. A conta de florestas não é simples de ser constituída dentro do sistema de contas e para obtenção do PIB”, explicou.
Edson Rodrigo Toledo Neto, 1º lugar na categoria profissional, durante cerimônia de entrega do 6º Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal, na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Edson conta que o PIB Florestal dá uma visão, ainda que mínima, de como os setores estão demandando, consumindo e ofertando energia, por exemplo.

“A importância do trabalho é conseguir traduzir a oferta e demanda”, afirmou. O título do trabalho é “Alternativas para definição do PIB Florestal a partir do sistema de contas nacionais.”

Manejo da madeira

O plantio de florestas para a extração de madeira de forma planejada e sustentável para gerações de renda no noroeste do Estado do Rio de Janeiro foi o tema da vencedora do terceiro lugar na categoria estudante. A autora do projeto, Carla Johanna Lessa, desenvolveu o programa a partir de sua realidade local, no noroeste fluminense. A área tem atividade mais voltada ao agronegócio e também forte demanda por madeira e potencial de plantio de florestas.

A estudante avaliou que inserir o cultivo florestal poderia impulsionar o desenvolvimento econômico da região. “Isso de forma que sejam respeitadas todas questões ambientais, leis e, ao mesmo tempo, propicie benefícios ambientais à comunidade em geral”, contou.

Em um ano e meio de pesquisa, Carla conversou com comerciantes da região para compreender a logística da comercialização da madeira para comprovar a viabilidade de implementar a atividade.

Com o trabalho concluído, ela gostaria de colocar as ideias em prática para beneficiar a população local. “Precisamos de apoios governamentais e também temos o setor privado que é o produtor. Às vezes você chegar para um produtor e dizer para ele plantar floresta pode ser meio difícil ele encarar essa situação, mas é todo um processo de conscientização dessas pessoas”, explicou.

O projeto de Carla foi o trabalho da conclusão de curso na faculdade e tem o título “A estratégia do manejo da madeira e nível de planejamento urbano e regional: o caso do noroeste fluminense”.

O presidente do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, ressaltou a importância das pesquisas apresentadas nesta edição do prêmio, que tem temas como concessões florestais e Produto Interno Brasileiro – PIB – Verde.

Ele disse que é preciso harmonizar as áreas produtivas e do meio ambiente. “Vamos buscar harmonizar a produção, esse processo, e caminhar juntos que todos nós vamos ganhar com isso”, disse.

O prêmio

O prêmio foi idealizado pelo Serviço Florestal Brasileiro e visa estimular pesquisas em temas relacionados à economia e mercado, como foco em estudos sobre a produção florestal sustentável, seus desafios e as perspectivas socioeconômicas e ambientais.

Foram premiados três projetos na categoria profissional e três na estudante. Os valores pagos aos premiados vão de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

Agência Brasil

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