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Em pronunciamento, Bolsonaro diz que incêndios florestais não podem ser pretexto para sanções

Depois de quase um mês de queimadas intensas na região amazônica, o presidente Jair Bolsonaro anunciou nessa sexta-feira (23) uma operação de GLO, Garantia da Lei e da Ordem. O comunicado foi feito em um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão. Bolsonaro afirmou que o governo se preocupa com a floresta.

Também nessa sexta, o presidente fez uma reunião com os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva; das Relações Exteriores, Ernesto Araújo; do Meio Ambiente, Ricardo Salles; e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Jorge Oliveira. Daí saiu a decisão de autorizar uma operação de GLO.

Esta semana, Jair Bolsonaro disse que organizações não governamentais poderiam ser responsáveis por atear fogo na vegetação. Em nota, a Anistia Internacional pediu que o governo mude a política ambiental que, segundo a ONG, permite a destruição da floresta e pavimentou o caminho para esta crise atual.

O assunto teve repercussão internacional. A Finlândia sugeriu que a comunidade internacional boicote a carne brasileira. A França e a Irlanda passam a se opor ao acordo Mercosul e União Europeia, como forma de retaliação. A França e o Canadá pediram que o G7, o grupo das sete maiores economias do mundo, discuta sobre as queimadas. A Noruega e a Alemanha suspenderam os repasses para o Fundo Amazônia.

No pronunciamento, Jair Bolsonaro avaliou que a comunidade internacional não deveria punir o Brasil por causa das queimadas.

Aqui na América do Sul, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa e Peru ofereceram apoio ao governo brasileiro no combate aos incêndios.

EBC

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