Sinais de baixa imunidade? Imunonutrição pode ser feita em casa e fortalece o organismo

Nutricionista lista mais de 12 nutrientes que são essenciais e têm total influência sob a ação do nosso sistema imunológico

A influência da alimentação sob nossa saúde é indiscutível, muito mais do que mera fonte de energia, ela é essencial para prover os nutrientes que precisamos para viver. Na cultura popular, determinados alimentos tem até mesmo a fama de curar doenças. Quem nunca ouviu aquela receita infalível para curar o resfriado?

Estudos na área da nutrição corroboram parte do conhecimento popular: de fato alguns hábitos alimentares têm total influência sob a ação do nosso sistema imunológico. De acordo com a nutricionista Jéssica Freitas, a alimentação é capaz de fortalecer a imunidade. “Através da oferta de nutrientes essenciais é possível fortalecer a função imune e beneficiar a saúde como um todo”, explica.

Sistema protetor

Dentre as diversas funções orgânicas desempenhadas pelo nosso corpo, o sistema imunológico é uma das estruturas mais importantes no processo de preservação da vida. Sua principal função é reconhecer agentes agressores e defender o organismo de contra suas ações. Sem ele, estaríamos à mercê de vírus, bactérias, micróbios e outros microrganismos capazes de comprometer nossa saúde.

Como nosso organismo reage?

Graças à ação de células de defesa conhecida como monócitos, o corpo consegue imobilizar o invasor através de um processo chamado fagocitose. Nesse processo, os monócitos literalmente engolem o agente nocivo e sinalizam o ataque ao organismo, ativando a resposta imune. A partir de então, células sanguíneas chamadas linfócitos identificam o invasor e criam anticorpos específicos para combater e neutralizar sua ação.

Ao final desse processo, células de memória são acionadas para registrar as informações desse embate, afim de garantir uma resposta imune mais rápida e eficaz na próxima vez que o organismo confrontar o mesmo microrganismo.

Imunidade do organismo em baixa

Diversos fatores podem desencadear esse quadro: estresse, distúrbios do sono, uso de medicamentos, doenças específicas e principalmente a má alimentação. Dietas extremamente rigorosas, maus hábitos e restrições severas podem afetar o funcionamento das células de defesa, deixando o organismo mais vulnerável ao ataque de agentes nocivos. Corrigir essas carências através da oferta de nutrientes específicos é essencial para recuperar o estado imune e aumentar a resistência do organismo, seja durante o tratamento de uma doença, ou na prevenção dela.

>> Nutrientes essenciais para a resposta imune

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Nutrientes que forneçam energia e estimulem a ação do organismo são essenciais para o bom funcionamento do sistema imune.

Vitaminas: esses nutrientes são essenciais para a saúde geral do organismo. Porém, algumas vitaminas específicas se destacam quanto à sua ação sob o sistema imunológico:

Vitamina C: é um dos nutrientes mais importantes para a eficiência da resposta imune. É capaz de estimular a produção dos linfócitos, auxiliando o organismo a reconhecer os agentes invasores, e, em consequência, favorecer a produção de anticorpos. É eficaz na prevenção de infecções virais, principalmente das vias respiratórias. Seu aporte adequado está relacionado, inclusive, à recuperação mais rápida diante de infecções;

Vitaminas do Complexo B: vitaminas como a tiamina (B1), riboflavina (B2), ácido pantotênico (B5), piridoxina (B6) e o ácido fólico (B9), são essenciais para o funcionamento dos linfócitos, sendo que sua deficiência pode refletir negativamente na sua contagem na corrente sanguínea. Da mesma forma, a carência de vitamina B12 pode reduzir a fagocitose e prejudicar a resposta imune;

Vitamina A: além de estimular a produção dos linfócitos, essa vitamina possui ação extremamente benéfica sob a pele e as mucosas que funcionam como barreira contra microrganismos nocivos. Também tem ação antioxidante, que combate a degeneração celular e o surgimento de doenças crônicas;

Vitamina D: Estudos apontam que a quantidade de D no ambiente, provenientes tanto da alimentação quanto da exposição solar, afetam o desenvolvimento e a função de linfócitos e, por consequência, modulam a função imunológica;

Proteínas: desempenham um papel fundamental na eficiência do sistema defensor. A deficiência de proteínas está ligada, inclusive, à casos de desnutrição e, consequentemente, à queda da eficiência do sistema imune;

Glutamina: É um aminoácido (constitui as proteínas) mais presente no organismo, porém em situações de trauma, queimaduras, infecções graves, pós-operatório, Diabetes não controlada e exercícios exaustivo sua concentração é diminuída, com isso o organismo fica mais sujeito a infecções;

Arginina: Também um aminoácido apresenta capacidade de estimular o sistema imune, é necessária para defesa contra vírus, bactérias, fungos e parasitas.

Ômega 3 e 6: São ácidos graxos, ou seja, gorduras consideradas essenciais para os seres humanos pois não são fabricados pelo organismo e são necessários para a imunomodulação;

Zinco: Esse mineral é necessário na ação anti-inflamatória, isso o torna essencial na função imunológica, sua deficiência promove dificuldade na reparação de tecidos, o que aumenta o tempo de convalescença em algumas doenças;

Vitamina E: eficaz na resposta anti-inflamatória, também protege as membranas celulares e a formação saudável dos linfócitos graças à seu poder antioxidante;

Vitamina K: essencial na coagulação do sangue, processo pelo qual o corpo isola áreas do corpo com ferimentos, afim de reduzir o risco de infecções.

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