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Com pandemia, casos de síndrome respiratória grave aumentam 280%

Número de casos de Sindrome Respiratória Aguda Grave em abril de 2020 aumentou quase três vezes em comparação com 2019.

Nelson Gama

A Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), comparando com os dados de 2019, identificou aumento significativo nos números de Sindrome Respiratório Aguda Grave (SRAG) no Amapá.

Os dados comparam o registro da síndrome no mês de abril. Em 2019 foram notificados 18 casos, já em 2020, no mesmo mês, foram notificados 50 casos, um aumento de 280%.

O aumento da síndrome está ligado à epidemia do novo coronavírus, considerando o agravamento de sintomas e sinais gerados por um vírus respiratório, como o da covid-19.

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O enfermeiro especialista em saúde pública da SVS e técnico do setor de doenças de transmissão respiratória, João Trindade, explica que a síndrome respiratória aguda grave é quando há febre, acompanhada de tosse ou dor de garganta e que apresenta falta de ar ou saturação de oxigênio menor que 95%. Mas o principal sintoma desta síndrome é o descoforto respiratório.

“Quando o paciente apresenta dispnéia ou saturação de oxigênio no sangue menor que 95%, o caso deixa de ser síndrome gripal, passando a ser considerado Síndrome Respiratória Aguda Grave”, explica João.

João Trindade conta que os sintomas de qualquer síndrome gripal devem ser tratados no início, para que se evite a evolução para a SRAG.

“O ideal é que ele comece a tratar ainda na condição de síndrome gripal. Se ele puder procurar algum atendimento precoce e realizar o tratamento mais adequado prescrito por um médico, isso minimiza as chances dele desenvolver a Síndrome Respiratória Aguda Grave”, concluiu o especialista.

Há um aumento também no número de vítimas fatais causados pela síndrome respiratória aguda grave. No mês de abril do ano passado, foram 5 óbitos, já este ano o número quase triplicou, indo para 13 registros de morte.

Portal do GEA

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