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Parlamento da China aprova lei de segurança para Hong Kong

Ativistas pró-democracia temem que medida afete liberdade da cidade

O Parlamento da China aprovou nesta quinta-feira (28) a decisão de levar adiante uma legislação de segurança nacional para Hong Kong. Ativistas pró-democracia da cidade e de países ocidentais temem que a medida afete a liberdade de Hong Kong e ameace seu papel de polo financeiro global.

A China diz que a legislação visa combater a separação, a subversão, o terrorismo e a interferência estrangeira na cidade, mas o plano revelado por Pequim na semana passada desencadeou os primeiros grandes protestos em Hong Kong em meses.

O batalhão de choque compareceu em peso, enquanto parlamentares debatiam um projeto de lei para criminalizar o desrespeito ao hino nacional chinês. Os Estados Unidos aumentaram a pressão visando preservar a autonomia da cidade.

Dezenas de manifestantes se reuniram em um shopping center para gritar frases de efeito, mas não houve tumultos como os do dia anterior, quando a polícia fez 360 prisões enquanto milhares tomavam as ruas revoltados com o projeto de lei do hino nacional e a legislação de segurança nacional propostos pela China.

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No ano passado, a cidade foi abalada por manifestações pró-democracia, muitas vezes violentas, durante meses, devido à tentativa fracassada de adotar uma lei de extradição para a China.

A lei de segurança do governo chinês para a cidade está gerando, em Hong Kong e outros locais, o temor de que Pequim esteja impondo sua autoridade e reduzindo o alto grau de autonomia de que a ex-colônia britânica desfruta graças à fórmula “um país, dois sistemas”, desde que voltou ao controle chinês em 1997.

Membros do Congresso Nacional do Povo, o Parlamento chinês, presentes no Grande Salão do Povo, situado a oeste da Praça da Paz Celestial de Pequim, aplaudiram longamente quando a contagem mostrou 2.878 votos a favor, seis abstenções e um voto contra o avanço da legislação.

Acredita-se que os detalhes da lei serão definidos nas próximas semanas e que ela será sancionada antes de setembro.

Autoridades chinesas e o governo de Hong Kong, apoiado por Pequim, dizem que o alto grau de autonomia da cidade não está ameaçado e que a nova lei de segurança terá um foco específico.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse que a lei será boa para a estabilidade e a prosperidade de Hong Kong no longo prazo, e que a fórmula “um país, dois sistemas” continuará sendo uma diretriz nacional.

Reuters

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