Telessaúde beneficia ribeirinhos e indígenas que precisam de atendimento médico

O projeto de telessaúde da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), iniciativa apoiada pelo Todos pela Saúde, do Itaú Unibanco, já realizou, desde abril, mais de 740 teleatendimentos médicos em comunidades ribeirinhas e indígenas do Amazonas. Os atendimentos foram feitos nas especialidades médica, enfermagem e psicologia, com o objetivo de levar atenção básica para moradores de comunidades remotas que têm dificuldade de acessar o sistema de saúde.

O serviço de telessaúde é feito via satélite, com atendimento online em pontos implantados pela FAS nas comunidades. Até julho deste ano, já foram 61 pontos instalados em 29 municípios. A expectativa é instalar mais de 100 pontos que beneficiarão aproximadamente um milhão de pessoas no Amazonas.

De acordo com o coordenador do Programa de Saúde na Floresta da FAS, Luiz Castro, o avanço dos teleatendimentos é resultado do aumento dos pontos de telessaúde, aliado à melhor integração do projeto com as equipes de saúde ribeirinha nos municípios beneficiados e a parceria com os profissionais de saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), e Universidade Nilton Lins. 

“O teleatendimento poupa a ida do ribeirinho até a cidade. Há pessoas que moram em comunidades muito distantes da sede municipal e, ao serem ‘teleatendidos’ de forma resolutiva por um médico, psicólogo ou enfermeira, não precisam mais se deslocar por grandes distâncias. É um ganho social e econômico muito importante em termos de atendimento em saúde”, explica Luiz Castro. 

O coordenador destaca ainda o papel da telessaúde na identificação de casos graves que podem ser encaminhados para exames e atendimento médico especializado na sede municipal ou mesmo na capital. “Se não fosse a identificação diagnóstica por parte da nossa equipe, esses casos poderiam se agravar muito mais. A telessaúde representa o salvamento de vidas de pessoas que poderiam permanecer na comunidade com casos sérios sem nenhum tipo de tratamento e talvez buscassem muito tarde os serviços especializados presenciais”, justifica. 

Capacitação

Outro eixo fundamental do projeto de telessaúde da FAS é o de capacitação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) que atuam nas comunidades. Já foram realizadas 135 webpalestras e rodas de conversa destinadas à qualificação desses profissionais.

“Ao receberem essa capacitação, os profissionais passam a ter uma qualidade de atendimento e execução de ações de saúde superior ao que tinham antes. Isso representa um ganho direto para eles e para os comunitários que serão atendidos por eles”, afirma Luiz. 

Atualmente, o projeto realiza, em parceria com a Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI), o segundo curso de formação em saúde mental para ACS. É um marco inédito para a saúde mental no estado, onde é oferecido conhecimento especializado em psicologia para auxiliar na identificação de casos de transtornos mentais e encaminhamento de pacientes mais graves para tratamento.

Segundo Luiz Castro, a atuação da telessaúde também é vista em ações de prevenção de doenças e promoção da saúde direto para a comunidade. “Nos pontos de telessaúde, reunimos os comunitários para um trabalho de orientação e prevenção. É um instrumento importante para a saúde da população como um todo”, disse.

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